Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Especial analisa o fim da abundância como estratégia

IA gerativa amplia a produção de conteúdo, mas a relevância depende da curadoria e de experiências que ajudam o cliente a interpretar o mundo

Poliana Abreu, Chief Knowledge Officer da Singularity Brazil, da HSM e do Learning Village
0:00
Carregando...
0:00
  • A IA generativa tornou a produção de conteúdo em escala, rápida e consistente, mas a abundância não garante relevância.
  • Marcas precisam migrar da simples produção para curadoria e construção de sentido para formar repertório e antecipar futuros.
  • No B2B, decisões de compra se formam ao longo de aprendizados e conversas; quem ajuda a pensar ganha vantagem competitiva.
  • O desafio atual não é apenas o que publicar, mas como ajudar o cliente a interpretar o mundo, privilegiando curadoria e desenho de experiências.
  • Conteúdo bem curado ganha força quando está ancorado em experiência real, como eventos, programas, comunidades e jornadas de aprendizagem, que funcionam como infraestrutura de marca.

A abundância de conteúdo impulsionada pela IA generativa transformou o marketing. Hoje, marcas produzem com velocidade e qualidade, mas a escala não garante relevância. Sem diferenciação, o excesso não convence.

Poliana Abreu, chief knowledge officer da Singularity Brazil, aponta que produção em massa não gera aprendizado automático. Para criar repertório e antecipar futuros, empresas devem curar conteúdo e construir sentido, em vez de simplesmente produzir.

No ambiente business-to-business, decisões de compra são graduais, fundamentadas por aprendizados e conversas ao longo do tempo. Quem ajuda a pensar, e não apenas a vender, ganha vantagem competitiva sustentável.

Para Abreu, a pergunta mudou: não é mais o que publicar, e sim como a empresa ajuda o cliente a interpretar o mundo. Isso exige repensar vozes disponíveis e o desenho de experiências.

Acontece uma inflação de especialistas e de conteúdo com presença algorítmica. Contudo, influência vazia não resiste; vivência real e visão própria passam a diferenciar marcas na era da IA.

A discussão também envolve o conceito de thought leadership. Embora a IA torne o tema mais desafiador, Abreu não vê o fim da liderança de pensamento, e sim um aperfeiçoamento da curadoria.

Experiência como infraestrutura de marca

Conteúdo bem curado ganha força quando ancorado em experiência prática, dizem pesquisadores e executivos. Eventos, programas e comunidades funcionam como infraestrutura estratégica de marca, ao provocar aprendizados reais.

A Singularity Brazil, ligada à Ânima Educação, atua conectando líderes, marcas e ideias em jornadas de alto impacto. Movimenta grandes eventos e sessões com palestrantes internacionais, buscando relações duradouras.

A mensagem de Abreu é direta para as áreas de marketing: priorizar espaços que ajudem pessoas e empresas a pensar melhor, em vez de apenas preencher calendários.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais