- Bill Ackman, via Pershing Square Capital Management, propõe a compra da Universal Music Group (UGM) e apresenta um “plano de criação de valor”, com Ackman atuando como CEO.
- A operação prevê fusão da UGM com Pershing Square SPARC Holdings, uma empresa de aquisição de propósito específico, com a empresa resultante listada na Bolsa de Nova York.
- Os acionistas da Universal receberiam € 9,4 bilhões (ou US$ 10,9 bilhões) em dinheiro, ou € 5,05 por ação, além de 0,77 ações da nova entidade por cada ação possuída.
- A transação manteria a listagem da Universal na Europa, transferindo-a para os Estados Unidos, com conclusão prevista até o final do ano.
- As ações da Universal subiram mais de 18% na abertura e, ao meio-dia em Amsterdã, registravam alta em torno de 11,3%, chegando a € 19,04.
O fundo Pershing Square Capital Management, comandado pelo bilionário Bill Ackman, apresentou uma proposta de compra da Universal Music Group. A divulgação ocorreu por meio de um comunicado na terça-feira (7). A ideia envolve a fusão entre a Universal Music e a SPARC Holdings, empresa de aquisição de propósito específico, com conclusão prevista até o fim do ano.
A operação prevê que a nova entidade seja listada na Bolsa de Valores de Nova York, transferindo a listagem da Universal Music da Europa para os EUA. A proposta descreve a Universal como beneficiária de maior dimensão global no setor musical e pretende manter o foco no crescimento da indústria com base no streaming.
A proposta prevê pagamento aos acionistas da Universal Music no total de €9,4 bilhões em dinheiro (ou €5,05 por ação) e, em troca de cada ação, 0,77 ações da nova empresa. As ações da Universal Music reagiram positivamente, com alta superior a 18% na abertura e cerca de 11,3% ao meio-dia, negociadas a €19,04 em Amsterdã.
Ackman afirmou, em carta ao conselho da Universal Music, que a empresa é de alta qualidade, com baixo nível de capital e potencial de crescimento de longo prazo sustentado pelo streaming e por ajustes de preço na indústria. O investidor já havia tentado uma operação semelhante no passado, em 2021, ao criar uma SPAC para adquirir parte da Universal, então controlada pela Vivendi.
Desdobramentos de mercado
A proposta prevê a transferência da listagem para o mercado norte-americano, o que pode influenciar a estrutura de capital da empresa resultante e a forma de remuneração aos acionistas. A Universal Music permanece listada hoje em Amsterdã, com sede operacional em Santa Monica, Califórnia. O negócio depende de aprovações regulatórias e do aval dos acionistas da empresa.
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