- Se aprovada, a redução da jornada de trabalho causaria queda de 0,7% do PIB, totalizando R$ 76 bilhões, com a indústria respondendo por R$ 25,4 bilhões (1,2% do valor total).
- Os impactos por setor seriam: comércio, −0,9% (R$ 11,1 bilhões); serviços, −0,8% (R$ 43,5 bilhões); agropecuária, −0,4% (R$ 2,3 bilhões); construção, −0,3% (R$ 921,8 milhões).
- O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, afirma que a medida pode acelerar a desindustrialização, aumentando a exposição externa e reduzindo a competitividade por exportações menores e mais importações.
- A redução da jornada eleva o custo do trabalho, o que pode provocar aumento generalizado de preços para o consumidor. A CNI projeta alta média de 6,2%, com supermercados subindo 5,7%.
- Estimativas setoriais de alta de preços apontam: agropecuários, cerca de 4%; industrializados, cerca de 6%; roupas e calçados, cerca de 6,6%.
A redução da jornada semanal de trabalho, se aprovada, poderia puxar o PIB brasileiro para baixo em cerca de R$ 76 bilhões. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e representa aproximadamente 0,7% do PIB.
Entre os setores, a indústria seria o mais afetado, respondendo por R$ 25,4 bilhões e 1,2% do PIB. O comércio seria impactado em R$ 11,1 bilhões, com queda de 0,9%. Os serviços apareceriam com perdas de 0,8%, equivalentes a R$ 43,5 bilhões.
A agropecuária enfrentaria retração de R$ 2,3 bilhões (-0,4%), enquanto a construção veria queda de R$ 0,92 bilhão (-0,3%). A confederação aponta que esse cenário reduziria a competitividade externa do Brasil, elevando dependência de importações e pressionando as exportações.
Para o consumidor, o efeito seria sentido nos preços. A CNI estima alta média de 6,2% no custo final, com impactos específicos em categorias do dia a dia. Alimentos e bebidas podem avançar, enquanto itens de vestuário também registrariam elevações.
No varejo de alimentos, os preços de supermercado poderiam subir cerca de 5,7%. Produtos agropecuários teriam alta de aproximadamente 4%, e itens industrializados, por volta de 6%. Roupas e calçados poderiam registrar alta de até 6,6%.
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