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Setor algodoeiro adere manifesto contra fim da taxa das blusinhas

Abrapa adere a manifesto pela manutenção da taxa sobre remessas internacionais de até US$ 50, defendendo competitividade da fibra nacional e impactos fiscais

Cadeia do algodão adere manifesto contra taxa das blusinhas, pois aumento das importações têxteis pode reduzir o valor da fibra brasileira
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  • A Abrapa aderiu a manifesto que defende a manutenção da chamada “taxa das blusinhas” e a isonomia tributária para a produção de algodão.
  • O grupo diz que eventuais mudanças na tributação de remessas internacionais de até US$ 50 podem prejudicar a cadeia produtiva, especialmente têxtil e vestuário.
  • O documento cita impactos positivos atuais, como a geração de aproximadamente 860 mil vagas formais na indústria e 578 mil na indústria, com o desemprego em 5,1% no final de 2025.
  • Em termos fiscais, 2024 registrou R$ 246 bilhões em tributos federais, e 2025 teve cerca de R$ 5 bilhões de imposto de importação sobre remessas internacionais; revertê-la poderia custar quase R$ 42 bilhões à União.
  • A nota afirma que o fortalecimento da indústria têxtil aumenta a demanda por matéria-prima nacional e cita uma tendência internacional de tributos sobre remessas, com EUA e União Europeia adotando medidas semelhantes.

A Abrapa, associação que representa produtores de algodão, aderiu a um manifesto que defende a manutenção da chamada “taxa das blusinhas” diante de possíveis mudanças na tributação de remessas internacionais de até US$ 50. A posição foi divulgada nesta terça-feira (7). O objetivo é defender isonomia tributária e a competitividade da fibra nacional.

Segundo o documento, flexibilizar a cobrança pode significar retrocesso para a cadeia produtiva, com impactos diretos para têxtil e vestuário, setores fortemente conectados à produção de algodão no Brasil. Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, reforça o alerta sobre riscos à indústria.

O manifesto sustenta que a cobrança atual, iniciada em 2023 com ICMS em programas da Receita Federal e ampliada em 2024 com imposto de importação, trouxe efeitos positivos para a economia. Pontos citados incluem geração de empregos, recuperação da indústria e aumento da arrecadação.

Dados apresentados mostram que o comércio gerou cerca de 860 mil vagas formais e a indústria mais 578 mil empregos desde aimplementação das medidas. A taxa de desemprego fechou 2025 em 5,1%, menor nível da série histórica.

Para a Abrapa, o fortalecimento da indústria têxtil amplia a demanda por matéria-prima nacional, consolidando o algodão como insumo estratégico na transformação industrial. O manifesto também ressalta impactos fiscais relevantes para as contas públicas.

O documento aponta que, em 2024, o comércio recolheu R$ 246 bilhões em tributos federais, com aumento de R$ 36,9 bilhões frente a 2023. A arrecadação com imposto de importação sobre remessas internacionais foi de cerca de R$ 5 bilhões em 2025.

Estimativas do texto indicam que a reversão da política poderia gerar perda anual de aproximadamente R$ 42 bilhões à União, caso seja revertida. A Abrapa integra o grupo que defende a continuidade da medida.

Além do setor produtivo, o manifesto cita alinhamento com tendências internacionais, observando movimentos nos Estados Unidos e na União Europeia para tributar remessas internacionais diante da expansão do e-commerce.

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