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Ações globais de energia recuam com queda do petróleo após cessar-fogo no Irã

Mercado de energia recua globalmente após cessar-fogo no Irã, com petróleo abaixo de US$ 100 e Exxon Mobil e Chevron em queda no pré-mercado

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  • Ações globais de energia caíram após o cessar-fogo entre Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, com o Brent chegando a US$ 91,70 o barril.
  • Exxon Mobil caiu 6,3% e Chevron teve queda de 4,6% no pré-mercado; outras produtoras recuaram entre 5% e 8%.
  • Na Europa, BP, Shell, Eni, TotalEnergies e Repsol recuaram entre 6% e 9%, com Equinor caindo 12,5%.
  • O setor de energia dos EUA teve desempenho recorde no primeiro trimestre, com o índice de energia do S&P 500 valorizado em cerca de 37,2%.
  • O cessar-fogo ocorreu após seis semanas de conflito que elevaram os preços do petróleo, antes da queda associada à possível retomada do fornecimento pelo estreito.

Na quarta-feira, 8 de abril, ações globais do setor de energia recuaram após a anunciada entrada em vigor de um cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio. A reabertura do Estreito de Ormuz e a queda no preço do petróleo elevaram a expectativa de normalização do fornecimento de ouro negro. O efeito foi sentido tanto na bolsa dos EUA quanto na Europa.

O acordo foi fechado após semanas de conflito que elevaram drasticamente os preços do petróleo. O presidente dos EUA, Donald Trump, acenou com a possibilidade de retomada do tráfego pelo estreito, minimizando interrupções à infraestrutura civil. A imprensa informou que a decisão ocorreu pouco antes do prazo que pediam poderes para forçar a reabertura.

Como reflexo, o petróleo caiu abaixo de US$ 100 por barril, com o Brent atingando US$ 91,70, menor em quase um mês. Analistas apontam que a normalização do fluxo pelo Estreito tende a pressionar para baixo as cotações a curto prazo, revertendo parte dos ganhos recentes.

Mercados de energia nos EUA

As ações de Exxon Mobil e Chevron registraram quedas de 6,3% e 4,6% no pré-mercado, respectivamente. Entre as produtoras, Occidental Petroleum, Devon Energy, Diamondback Energy e ConocoPhillips caíram entre 5% e 8%. Empresas de serviços, Baker Hughes e SLB, recuaram 2,6% e 4,1%.

As refinarias Marathon Petroleum e Phillips 66 caíram 3% e 5%. Exportadoras de gás natural liquefeito, Venture Global e Cheniere, registraram queda expressiva de 11,1% e cerca de 7%. O impacto foi sentido pelo setor, apesar de o índice de energia do S&P 500 ter registrado forte desempenho no trimestre.

Desempenho na Europa e desdobramentos

Na Europa, ações de BP, Shell, Eni, TotalEnergies e Repsol caíram entre 6% e 9%, refletindo a mesma correção pautada pela expectativa de normalização de fluxos de petróleo e gás. Equinor, da Noruega, caiu 12,5%, enquanto Var Energi e Aker BP, também da região, recuaram 11,3% e 2,6%.

O setor de petróleo e gás europeu fechou em queda, com 4,3%, o pior desempenho diário desde abril de 2025. Mesmo assim, o mercado manteve ganho relevante no acumulado de 2026, com o setor registrando alta próxima de 30% no ano até o momento. A leitura é de que o cessar-fogo reduz incertezas, mas impõe ajustes nos papéis de referência.

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