- Adam Back negou ser Satoshi Nakamoto, após uma reportagem do New York Times apontá-lo como principal suspeito; ele publicou a defesa no X.
- O jornalista John Carreyrou disse, em investigação de dezoito meses, que Back seria o pseudônimo Satoshi com base em análise de escrita e entrevistas.
- A identidade de Satoshi continua desconhecida desde a criação do Bitcoin, gerando várias hipóteses e debates entre a comunidade.
- A matéria também aborda que Back foi convidado para a ilha de Jeffrey Epstein e menciona investimentos da Blockstream, empresa da qual ele já foi CEO.
- Carreyrou sustenta a conclusão com base em entrevistas, mas Back afirma que houve coincidências e viés de confirmação.
Adam Back negou nesta quarta-feira ser Satoshi Nakamoto, após a publicação de uma reportagem do New York Times que o apontou como principal suspeito. A defesa foi publicada no X e minimizou a conclusão como coincidências de estilos de escrita e interesses similares.
O texto do NYT, assinado pelo jornalista John Carreyrou, descreve uma investigação de 18 meses que analisou até 620 suspeitos para identificar o criador do Bitcoin. Segundo a matéria, Back teria sido o principal foco da busca, com base em correspondência de estilo e histórico técnico.
Back afirma que não é Satoshi e classificou o artigo como uma soma de coincidências. Em sua leitura, o relatório confunde traços de escrita com identidade, destacando o viés de confirmação na avaliação dos trechos analisados.
Investigação e contexto
A identidade de Satoshi Nakamoto permanece indefinida desde a criação do Bitcoin, há 17 anos, gerando diferentes hipóteses ao longo do tempo. O NYT aponta que parte da investigação ocorreu a partir de comparações entre publicações, e-mails e padrões de jargão técnico.
O relatório também cita antecedentes de Back, como participação na empresa Blockstream, onde atuou como CEO, e divulga que ele foi convidado para eventos associados a Jeffrey Epstein. As informações foram referendadas por documentos públicos, segundo a reportagem.
Diversos analistas e fãs da criptomoeda continuam a considerar múltiplas possibilidades, sem confirmação definitiva sobre a identidade de Satoshi. A comunidade tem debatido há anos se o criador permanece entre os participantes ativos do ecossistema ou se trata de um coletivo.
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