- Banco Mundial projeta crescimento da região América Latina e Caribe de 2,1% em 2026, com 2,4% em 2025 e 2,4% em 2027.
- Argentina recebe destaque positivo pelas reformas, mas precisa de financiamento externo devido a reservas líquidas negativas e acesso restrito aos mercados de dívida.
- Brasil e México sofrem perda de dinamismo, com espaço fiscal limitado e incerteza sobre a política comercial.
- Para o Brasil, o BM prevê crescimento de 1,6% em 2026 (vs. 2,3% em 2025 e 3,4% em 2024); na Argentina, 3,6% em 2026 (antes de 4,4% em 2025 e queda de 1,3% em 2024).
- A reportagem destaca informalidade na região, entre 55% e 60% da força de trabalho, e aponta lições de políticas industriais no Brasil envolvendo Embrapa, Embraer e indústria naval.
O Banco Mundial publicou nesta quarta-feira, 8, um relatório sobre o panorama econômico da América Latina e Caribe. A previsão é de crescimento de 2,1% para 2026, ante 2,4% em 2025. A projeção para 2027 é de 2,4%.
O documento destaca o desempenho da Argentina, com foco nas reformas do governo. Contudo, aponta necessidade de financiamento externo diante de reservas líquidas negativas e acesso restrito aos mercados de dívida.
Também aponta que Brasil e México perdem dinamismo, em meio a condições financeiras internas restritas, espaço fiscal limitado e incerteza sobre políticas comerciais. A entidade cita impactos da geopolítica global e de custos de energia.
Argentina e Brasil
Ao longo de quase 100 páginas, o Banco Mundial analisa casos por país. Para a Argentina, a projeção é de um PIB de 3,6% em 2026, frente 4,4% em 2025 e queda de 1,3% em 2024.
Para o Brasil, a previsão é de 1,6% de expansão do PIB em 2026, com 2,3% em 2025 e 3,4% em 2024, refletindo o cenário de demanda interna e inflação.
No âmbito industrial, o relatório destaca políticas brasileiras que geraram lições sobre desenvolvimento sustentável. São analisadas Embrapa, Embraer e a indústria naval como exemplos de capacidades nacionais.
Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco para a região, ressalta que a América Latina tem ativos para avançar. A meta é criar empregos de qualidade e elevar produtividade, conforme o documento.
O texto aponta ainda que a força de trabalho informal da região é alta, estimada entre 55% e 60%, o que envolve trabalhadores formais informais e empreendedores.
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