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BC pode negar licença a corretoras de criptomoedas ligadas a golpes

Banco Central passa a considerar recursos ilícitos em exchanges de criptomoedas na concessão de autorizações, com prazo final de 30 de outubro de 2026

Imagem da matéria: BC pode negar licença para corretoras de criptomoedas que recebem fundos de golpes
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  • O Banco Central pode negar autorização de funcionamento a corretoras de criptomoedas que recebam recursos ilícitos.
  • A avaliação considera a origem do dinheiro que passa pelas exchanges e foi enfatizada por Gustavo Martins dos Santos, do Decon, no Ignite 2026.
  • A Instrução Normativa 701/2026 estabelece que as empresas devem enviar relatório ao BC comprovando conformidade; se não houver manifestação em noventa dias, podem operar de forma regulada.
  • O BC estabeleceu prazo até 30 de outubro de 2026 para que corretoras estejam plenamente adequadas às exigências, sob risco de impedimento de operação para quem não atender aos requisitos.
  • Entre as regras estão prevenção à lavagem de dinheiro, governança e controles internos, segregação de recursos de clientes e transparência com informações ao regulador.

O Banco Central afirmou que a presença de recursos ilícitos em corretoras de criptomoedas pode levar à negação de autorização de funcionamento. A declaração foi feita nesta quarta-feira (8) pelo chefe do Departamento de Supervisão de Conduta (Decon), Gustavo Martins dos Santos, durante o Ignite 2026.

O regulador destacou a preocupação com a origem do dinheiro que circula pelas exchanges. A tendência foi acentuada desde o meio de 2025, com relatos de incidentes cibernéticos que, após várias etapas, acabam movimentando fundos por meio dessas plataformas.

Conforme o BC, o status regulado depende do atendimento a requisitos rígidos. A Instrução Normativa 701/2026 estabelece que as exchanges devem apresentar relatório de conformidade; caso não haja manifestação em 90 dias, o funcionamento regulado pode começar.

Novas regras e prazo

As normas definem medidas robustas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, governança e controles, além da segregação de recursos de clientes e da transparência de informações ao regulador.

O BC aponta que há imaturidade regulatória no setor, com foco maior no negócio do que em controles. A supervisão busca elevar padrões para que as PSAVs operem de forma estável e responsável no mercado nacional.

Em 30 de outubro de 2026 vence o prazo para adequação total das corretoras às exigências. Após essa data, empresas que não atenderem aos requisitos poderão ser impedidas de operar no país.

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