- Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, não compareceu à reunião da CPI do Crime Organizado no Senado nesta quarta-feira (8).
- A ausência ocorreu após advogados dele comunicarem que a presença obrigatória violaria decisão do Supremo Tribunal Federal.
- Esta é a terceira vez que a comissão tenta ouvir Neto; a tarefa já passou por convite e convocação.
- O depoimento de Neto era para tratar de seu conhecimento técnico, enquanto hoje os parlamentares ouvem o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo.
- O Senado não prorrogou os trabalhos da CPI, mantendo o limite até o dia 14, o que pode levar a medidas rápidas pela comissão.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, não compareceu à CPI do Crime Organizado do Senado nesta quarta-feira (8). A presença era prevista para depor como testemunha qualificada, mas seus advogados alegaram que obrigatoriedade violaria decisão do STF.
A ausência marca a terceira tentativa da comissão de ouvi-lo. Campos Neto dirigiu o BC de 2019 a 2024. Parlamentares desejam ouvir seu conhecimento técnico para esclarecer atuação de facções criminosas no Brasil.
A primeira tentativa ocorreu em 3 de março, quando o STF transformou a convocação em convite, tornando a participação facultativa. A CPI manteve a convocação para a reunião de 31 de março, que também não ocorreu.
Situação atual
Os membros da comissão aprovaram a convocação de Neto para o depoimento de hoje, enquanto o depoimento do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, era o foco da sessão. O Senado decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI, fixando o dia 14 como prazo final.
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