- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou à CPI do Crime Organizado que documentos sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master foram classificados como secretos para evitar questionamentos judiciais.
- O sigilo de oito anos foi estabelecido com base em uma resolução do Banco Central.
- Galípolo disse que as regras “não podem ser quebradas”.
- O BC impôs sigilo até 2033, alegando que a divulgação iria contra o interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país.
- A informação está em atualização.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou à CPI do Crime Organizado que a autoridade classificou como segredo os documentos sobre a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master. A alegação é evitar que o processo seja alvo de questionamentos judiciais.
Segundo Galípolo, o sigilo tem validade de oito anos, conforme resolução interna do BC. A medida visa impedir divulgações que, na visão da autoridade, poderiam comprometer a condução do processo ou a estabilidade financeira.
A explicação da instituição aponta que tornar públicas as informações poderia contrariar o interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país. O objetivo é evitar abalos ao sistema bancário durante a liquidação.
Sigilo e fundamentação
O BC afirmou que o segredo é necessário para não criar margem de manobra para questionamentos que atrasem ou complicassem a liquidação do Banco Master. A duração prevista se estende até 2033, conforme o entendimento da instituição.
A oitiva ocorreu na manhã desta terça-feira na comissão, com participação de dirigentes do BC e assessores. O debate envolve avaliação de impactos e de procedimentos adotados pelo órgão regulador.
A CPI continua analisando a atuação do Banco Central no caso, bem como as implicações para a fiscalização e para a segurança do sistema financeiro nacional. Ninguém detalhou, até o momento, como o sigilo impacta investigações em curso.
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