- O dólar recuou globalmente após o cessar-fogo entre Irã e EUA, com queda nos preços do petróleo e menor apelo de refúgio seguro.
- O Bloomberg Dollar Spot Index caiu até 1,1%, atingindo a maior queda desde janeiro, e houve alta em títulos e ações ao redor do mundo.
- O dólar recuou frente a 16 pares, com o euro, a libra esterlina e o iene registrando ganhos de até 1% em alguns momentos.
- O Brent teve a maior queda em quase seis anos após o anúncio, com expectativa de passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz por duas semanas.
- Mercados passaram a precificar uma provável redução de juros do Federal Reserve nos próximos meses, com cerca de um terço de chance de corte de 0,25 ponto até o fim do ano, se a queda do petróleo for mantida.
O dólar recuou globalmente após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e EUA, o que fez o petróleo cair e reduziu a demanda por ativos de refúgio. O movimento apagou parte dos ganhos do dólar no ano e elevou o apetite por ativos de risco.
O Bloomberg Dollar Spot Index recuou até 1,1% na quarta-feira, a maior queda desde janeiro. Títulos do Tesouro e ações subiram, e o dólar caiu frente a 16 pares principais, com o euro, a libra e o iene registrando ganhos pontuais.
Mercados passaram a precificar cortes de juros pelo Fed, após o alívio na percepção de risco. A probabilidade de um recorte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano ficou próxima de 33%.
Mudança de cenário na matriz de risco
O Brent chegou a cair com força, apontando a possibilidade de maior fluxo de petróleo pela passagem segura pelo Estreito de Ormuz por duas semanas. A expectativa é que isso aumente a oferta de commodities e reduza a tensão nos mercados.
Analistas apontam queda da volatilidade cambial e sinalizam que o dólar pode permanecer sob pressão enquanto o petróleo segurar a trajetória de queda. Transações de opções indicaram menor otimismo com o dólar entre os operadores.
O posicionamento dos traders apontou que a pressão compradora de dólar enfraqueceu, mas o fim do conflito não elimina riscos. Especialistas ressaltam que qualquer aumento da tensão pode reverter os movimentos.
Fonte: Bloomberg. As informações refletem a leitura de mercados na quarta-feira, com repercussões observadas também nos futuros de petróleo e nos contratos de câmbio.
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