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Investigação era aberta a qualquer um, afirma Galípolo

Lula orientou atuação técnica no caso Banco Master; em novembro de 2025 o banco foi liquidado, com apenas dez por cento do caixa para pagar CDBs

Brasília-DF – 08/04/2026 – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na CPI do Crime Organizado. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o presidente Lula o orientou a agir de forma técnica, sem pirotecnia, no caso do Banco Master.
  • Em dezembro de 2024, pouco antes de assumir o BC, Galípolo participou de reunião no Palácio do Planalto sobre a situação do Master, que enfrentava liquidez e dificuldades para captar recursos com garantia do FGC.
  • Entre os presentes estavam Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Rui Costa, Alexandre Silveira, Guido Mantega e Lula; Vorcaro disse que o Master enfrentava resistência de outras instituições financeiras por ter “gerado concorrência”.
  • Lula foi evasivo na resposta, dizendo que o tema não cabia à Presidência e que o Banco Central, onde Galípolo seria tratado tecnicamente, deveria tratar do assunto.
  • Em novembro de 2025, o BC liquidou o Master; no anúncio, o banco tinha apenas 10% do caixa necessário para pagar CDBs vencendo na data.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou na manhã desta quarta-feira (8) à CPI do Crime Organizado do Senado que recebeu orientação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para agir com rigor técnico no caso do Banco Master. Segundo ele, Lula orientou a manter autonomia e evitar “pirotecnia” nas investigações.

O depoimento ocorreu durante a sessão da comissão. Galípolo disse ainda que, pouco antes de assumir o BC, foi chamado para uma reunião no Palácio do Planalto para tratar do Master, que já enfrentava liquidez reduzida e dificuldades para captar recursos com garantia do FGCr.

Participaram da reunião, segundo o relato, o empresário Daniel Vorcaro, sócio do Master; Augusto Lima, ex-sócio do Master e controlador do Banco Pleno; além de ministros, entre eles Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia); o economista Guido Mantega e o próprio Lula. O banqueiro Vorcaro teria apresentado a tese de perseguição de mercado contra o Master.

Galípolo disse que, na ocasião, a narrativa dominante era de resistência de instituições financeiras ao Master, que dificultava a captação de recursos. O presidente do BC afirmou que os acionistas repetiam que a concorrência era o problema, mas ele minimizou a hipótese de perseguição.

Segundo o relato de Galípolo, Lula foi evasivo na resposta após ouvir os acionistas. O presidente da República teria dito que o tema não cabia à Presidência, cabendo ao Banco Central tratar o assunto de forma técnica. O depoente afirmou que não houve retorno aos Planos de Governo para discutir o tema e que não houve reunião com Haddad ou Moraes após aquele episódio.

Contexto sobre o Banco Master

De acordo com Galípolo, a conversa de 2024 não resultou em ações imediatas. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, após o banco registrar grave déficit de liquidez. Na data da decisão, a instituição tinha cerca de 10% do caixa necessário para honrar CDBs com vencimento.

O Master era controlado por Vorcaro e cresceu rapidamente ao oferecer CDBs com rentabilidade acima da média, financiando-se por meio de operações de risco. Investigadores apontam que, para sustentar o modelo, o banco inflou o balanço artificialmente, enquanto a liquidez real se deteriorava.

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