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Itaú aponta juros globais mais restritivos diante de choque da guerra

Itaú BBA alerta que juros globais devem permanecer elevados diante do choque da guerra, com petróleo em patamar alto que pode levar a inflação a cerca de cinque por cento

No choque atual, o Itaú BBA ressalta que a primeira reação dos BCs desenvolvidos foi de alerta para o aumento dos riscos inflacionários
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  • O Itaú BBA alerta que bancos centrais devem manter juros mais altos devido ao choque da guerra no Oriente Médio, com o petróleo mantendo a inflação global em cerca de 5%.
  • A inflação segue acima da meta em muitos países e as expectativas estão acima do nível pré-pandemia, mantendo fundamentos para atividade econômica resilientes.
  • Nos Estados Unidos e no Reino Unido, pode não haver espaço para cortes de juros neste ano; o Banco Central Europeu pode subir juros a partir de junho se o petróleo permanecer próximo de US$ 100 o barril.
  • O Federal Reserve deve manter os juros estáveis por agora, avaliando o cenário de longo prazo antes de subir as taxas, considerando seu mandato de inflação e emprego.
  • No Brasil, o ciclo de cortes pode ser mais limitado que antes do choque; se a guerra durar, o petróleo poderia chegar a US$ 180 em três meses.

O Itaú BBA alerta que a guerra no Oriente Médio pode levar os bancos centrais a manter juros mais altos ao redor do mundo. O choque geopolítico aumenta a incerteza e, com o petróleo em patamar atual, a inflação global poderia chegar a cerca de 5%.

Segundo o relatório, grande parte dos países ainda registra inflação acima das metas e expectativas acima do pré-pandêmico. Condições fiscais e financeiras fortes ajudam a sustentar a atividade econômica, mas elevam a pressão sobre as políticas monetárias.

A análise aponta que a reação inicial dos BCs foi sinalizar maior risco inflacionário. Mesmo com petróleo alto, as autoridades mantêm o foco na ancoragem das expectativas para evitar desancoragem de preços.

Nos EUA e no Reino Unido, onde a inflação já é elevada, pode não haver espaço para cortes de juros neste ano. O BCE também sinaliza que, se o petróleo se manter próximo de 100 dólares, pode subir juros a partir de junho.

O Federal Reserve deve manter as taxas estáveis e avaliar o cenário de longo prazo, equilibrando inflação e emprego, antes de qualquer ajuste adicional. Medidas futuras dependerão da evolução econômica.

Brasil

Para o Brasil, o Itaú BBA ressalta que a trajetória de política monetária não é simples, pois choques de oferta tendem a se amplificar com expectativas desancoradas. O ciclo de cortes iniciado pelo Copom pode ser mais limitado.

O banco destaca que, se o petróleo permanecer estável, ainda pode haver espaço para um breve ciclo de cortes. No entanto, a decisão dependerá das condições macroeconômicas do momento.

Caso a guerra se prolongue, analistas projetam que o petróleo pode alcançar 180 dólares o barril em três meses, elevando riscos para a inflação e para a trajetória de juros no país.

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