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Justiça suspende taxa de 12% sobre exportação de petróleo

Justiça Federal suspende, em liminar, taxa de exportação de petróleo de doze por cento criada pelo governo, atingindo grandes petroleiras e o programa de subsídios

Ipojuca (PE) 01/11/2024 – Time de engenheiros da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, em visita técnica na unidade U-93 de abatimento de emissões de gases SNOX, que transforma óxido de enxofre e óxido de nitrogênio em ácido sulfúrico a ser comercializado. A estrutura será a primeira do tipo a funcionar nas Américas, terceira no mundo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • A Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu liminarmente o imposto de 12% sobre exportações de petróleo criado pelo governo.
  • A decisão atendeu a ações de petroleiras como Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec.
  • A norma foi instituída em doze de março por medida provisória, dentro de um pacote para atenuar a alta de preços internacionais de petróleo e combustíveis.
  • O governo também criou um programa de subvenção ao diesel e ao GLP para apoiar o abastecimento do país, dependente de importações.
  • O juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio afirmou que a receita do imposto seria destinada a necessidades fiscais emergenciais, caracterizando finalidade arrecadatória; ministros defenderam a medida em evento no Rio.

O juiz federal da 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro suspendeu, de forma liminar, a cobrança de um imposto de 12% sobre exportações de petróleo. A decisão atendeu a petições de grandes empresas do setor, entre elas Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec. A norma foi implementada em 12 de março.

A norma foi criada por medida provisória como parte de um pacote para mitigar impactos de alta nos preços internacionais de petróleo e combustíveis. Junto à taxa, o governo lançou um programa de subvenção ao diesel e ao GLP, produtos cuja demanda no Brasil depende de importações.

Na decisão, o magistrado entendeu que a previsão de destinação da receita da cobrança para necessidades fiscais emergenciais revela a finalidade arrecadatória da medida. Também ficou indicado que a norma tende a não enquadrar o tributo como instrumento de política cambial ou regulação do comércio exterior.

Reações do setor

Em evento no Rio, executivos das unidades brasileiras de Equinor, Shell e TotalEnergies, além do presidente do IBP, criticaram a nova taxa e destacaram riscos a investimentos. O debate público destacou insegurança regulatória para o setor.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a cobrança, afirmando que medidas excepcionais cabem em momentos excepcionais. Ele destacou que a guerra internacional influencia preços e que o governo busca equilíbrio fiscal.

Posição oficial

O Ministério de Minas e Energia não se pronunciou de imediato sobre a decisão. A avaliação oficial sobre a continuidade ou modulação da cobrança deverá depender de instruções judiciais e de novas ações envolvendo a gestão da política externa e de preços. A decisão permanece liminar, com possibilidade de revisão.

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