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Keeta solicita avaliação urgente após inquérito do Cade contra 99Food

Keeta solicita avaliação urgente de medida preventiva; Cade aprofunda apuração de cláusulas de banimento da 99Food, com impacto potencial na concorrência do delivery

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  • Keeta protocolou recurso voluntário pedindo avaliação urgente da medida preventiva relacionada às cláusulas de banimento impostas pela 99Food.
  • SG do Cade abriu inquérito administrativo para apurar supostas cláusulas anticompetitivas que proibiriam restaurantes de assinar com a Keeta e com a Rappi.
  • Questionários enviados pelo Cade a Keeta, 99Food, Rappi e iFood solicitam informações sobre atuação no mercado de delivery, com prazo até 27 de abril, sob pena de multa diária de R$ cinco mil.
  • Keeta afirma que cláusulas de exclusividade prejudicam a livre concorrência e pede decisões para manter mercado aberto; 99Food diz colaborar e cumprir as regras.
  • O inquérito está em instrução, com análise de contratos e depoimentos; a decisão final cabe ao tribunal do Cade após manifestação das partes.

A Keeta pediu ao Cade avaliação urgente de medida preventiva relacionada às cláusulas de banimento supostamente impostas pela 99Food. O recurso voluntário foi protocolado nesta terça-feira (7) e visa resguardar a competitividade no mercado de intermediação de pedidos online de comida.

A ação ocorre em meio a uma apuração em curso sobre possível prática anticoncorrencial no setor de delivery. A SG do Cade abriu o inquérito administrativo na semana passada para investigar contratos que, segundo a Keeta, restringem parcerias com a chinesa Keeta (Meituan) e com a colombiana Rappi.

A Keeta alega que cláusulas de exclusividade, incluindo proibições a entrar com novos entrantes, comprometem a livre concorrência no Brasil. A empresa atua em São Paulo há cerca de cinco meses e defende medidas que promovam um mercado aberto, com foco na livre concorrência e no livre mercado.

Segundo a Keeta, o objetivo é ampliar oportunidades para restaurantes e entregadores, mantendo a liberdade de escolha dos consumidores e incentivando a inovação. A empresa ressalta que espera ações das autoridades para assegurar condições competitivas no setor.

A 99Food afirmou que continua colaborando com o Cade, fornecendo informações solicitadas e reconhece a importância de monitorar o mercado de delivery, especialmente quando suas práticas estariam dentro das regras aplicáveis. A 99 disse apoiar esse monitoramento e reforçou o compromisso com uma atuação pró-concorrência.

Questionários enviados pelo Cade

Nesta terça, a SG também enviou questionários a Keeta, 99Food, Rappi e iFood. As empresas devem responder até 27 de abril, com multa diária de 5 mil reais em caso de não atendimento. As perguntas abrangem atuação nacional, cidades atendidas, contratos com restaurantes ativos e inativos, e o valor bruto transacionado, cobrindo 2023 a 2025.

A Keeta acionou o Cade em agosto de 2025, sob a alegação de abuso de posição dominante pela 99Food no mercado brasileiro de marketplaces de delivery. A Keeta sustenta que a 99Food firmou contratos com cláusulas de banimento que impedem parcerias com a Keeta e com a Rappi.

Contexto da apuração

As duas empresas, Keeta e 99Food, são rivais no setor. A Keeta é subsidiária da Meituan, com investimentos bilionários no Brasil para competir com o iFood. A 99Food, fundada no Brasil, foi adquirida pela DiDi Chuxing em 2018 e opera como plataforma de delivery integrada ao aplicativo 99, que também oferece serviço de transporte.

O inquérito do Cade permanece em instrução, com análise de contratos e coleta de depoimentos para apurar as supostas práticas anticoncorrenciais. Associações e concorrentes podem atuar como terceiros interessados. Ao final da fase, a SG pode recomendar condenação ou arquivamento, cabendo decisão final ao tribunal do Cade.

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