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Mosaic paralisa fábricas de fertilizantes no Brasil após alta do enxofre

Mosaic paralisa produção de cerca de um milhão de toneladas de fosfato no Brasil por alta do enxofre impulsionada por conflitos no Oriente Médio, ampliando vulnerabilidade do agronegócio

Conflito no Oriente Médio elevou preços mais de 40% no Brasil desde o início da guerra
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  • Mosaic vai paralisar a produção de cerca de 1 milhão de toneladas de fosfato no Brasil, com as plantas de Araxá e Patrocínio, como parte de redução de custos e realocação de capital.
  • A decisão ocorre em meio à alta dos preços do enxofre, insumo usado no fertilizante fosfatado, impulsionada pelo risco geopolítico no Oriente Médio.
  • A Mosaic também planeja vender ativos em Araxá, e já havia anunciado paralisões em Fospar e Araxá em dezembro devido aos custos elevados.
  • O mercado global atende com volatilidade: quase metade do enxofre mundial fica vulnerável ao Estreito de Ormuz; cessar-fogo temporário não elimina incertezas.
  • O movimento representa revés para a tentativa brasileira de reduzir a dependência de fertilizantes importados, já que o país importa boa parte de fosfato e outros nutrientes; ItaFos também exigiu avaliação de custos com enxofre recentemente.

A Mosaic vai paralisar a produção de cerca de 1 milhão de toneladas de fosfato no Brasil. A medida atinge as plantas de Fospar em Araxá, Minas Gerais, e de Patrocínio, no interior de Minas, e ocorre como parte de um plano para reduzir custos e realocar capital. O anúncio foi feito em comunicado na terça-feira, 7.

A decisão reflete o aumento recente nos custos de insumos, pressionado pela alta do enxofre. O insumo é essencial na produção de fertilizante fosfatado, e o cenário geopolítico no Oriente Médio elevou os preços internacionais. Segundo a Mosaic, a paralisação terá como objetivo ampliar a eficiência financeira.

A alta do enxofre já era observada desde dezembro, quando a Mosaic anunciou a suspensão de atividades nas plantas de Fospar e Araxá. Dados da Bloomberg Green Markets indicam que, até 3 de abril, o preço à vista do enxofre no Brasil subiu cerca de 40% desde o início do conflito. O Estreito de Ormuz concentra vulnerabilidade de quase metade do comércio mundial de enxofre.

Embora haja redução de tensões entre EUA e Irã, com um cessar-fogo de duas semanas e a reabertura prevista do estreito, especialistas apontam que a normalização do transporte pode levar meses. A ICIS considera as interrupções no suprimento de enxofre estruturais, não apenas temporárias.

Os fechamentos da Mosaic no Brasil impactam o esforço do país para reduzir a dependência de fertilizantes importados. O Brasil importa boa parte de seus insumos, incluindo mais de três quartos de sua demanda por fosfato. A Itafos também sinalizou paralisação de novos pedidos no mês anterior, diante dos custos com enxofre.

O CEO da Mosaic, David Delaney, afirmou que a empresa permanece cautelosa e espera que os preços do enxofre permaneçam elevados em comparação com o ano anterior. A companhia informou que as paralisações devem ter impacto limitado nos resultados, mesmo diante dos custos elevados.

As ações da Mosaic chegaram a cair até 4,5% após o anúncio do cessar-fogo, recuando depois parte das perdas. A notícia foi divulgada pela Bloomberg e reforça o desafio logístico e financeiro enfrentado pelo setor de fertilizantes brasileiro. Fonte: Bloomberg L.P. © 2026 Bloomberg L.P.

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