- A investigação do The New York Times aponta o criptógrafo britânico Adam Back como o nome mais provável por trás do pseudônimo Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, após um ano de apuração conduzida por John Carreyrou.
- A técnica envolveu a análise de mensagens antigas de listas de discussão cypherpunk, registros judiciais e arquivos de e-mails para reduzir centenas de nomes a um único suspeito.
- Segundo o Times, Back seria o principal candidato por padrões de escrita, hábitos linguísticos e pela trajetória técnica no meio cripto desde os anos noventa, além de ter reagido de forma tensa quando o tema foi citado no documentário de 2024 Money Electric.
- A investigação sustenta que Back já descreveu elementos centrais do Bitcoin em 1997, como dinheiro eletrônico sem bancos, privacidade, escassez e rede distribuída, e que o white paper de 2008 cita Hashcash (criado por Back) e b-money como referências.
- Apesar das acusações, Back nega ser Satoshi e já havia feito a mesma ressalva em publicações anteriores, reiterando apenas ter participado de pesquisas relacionadas à criptografia e privacidade desde a década de noventa.
O The New York Times publicou uma investigação que aponta o criptógrafo britânico Adam Back como o nome mais provável por trás do pseudônimo Satoshi Nakamoto. A reportagem não conclui de forma definitiva, mas trata Back como principal suspeito após um ano de apuração.
O repórter John Carreyrou analisou centenas de mensagens de listas de discussão cypherpunk, registros judiciais e e-mails para reduzir o grupo a um único candidato. A hipótese se baseia em padrões de escrita, hábitos linguísticos e na trajetória técnica de Back, conhecido no meio desde os anos 1990.
A investigação parte de uma cena de um documentário de 2024, na qual Back reage de forma tensa ao mencionar seu nome como possível Satoshi. Carreyrou afirma que o comportamento dele, inclusive na entrevista, levantou suspeitas entre os pesquisadores.
Durante a apuração, a reportagem sustenta que Back descreveu, ainda em 1997, conceitos centrais que mais tarde estariam no Bitcoin, como dinheiro eletrônico sem bancos, privacidade, escassez embutida e rede distribuída. O artigo reforça que o white paper de 2008 cita Hashcash, criado por Back, e o conceito de b-money de Wei Dai.
Back nega há anos ser Satoshi. Em resposta à nova matéria, afirmou: eu não sou Satoshi, mas fui um dos primeiros a explorar as implicações sociais da criptografia, da privacidade online e do dinheiro eletrônico, o que motivou meu interesse a partir de 1992.
Ao longo dos anos, nomes como Nick Szabo, Hal Finney, Len Sassaman e Peter Todd ganharam atenção na imprensa e em documentários. Em 2024, um filme da HBO sugeriu Todd como possível Satoshi, ideia que ele rejeitou publicamente.
O caso também envolve Craig Wright, cuja alegação de ser Satoshi foi contraposta pela Justiça britânica em 2024, com a corte de Londres afirmando que ele mentiu de forma extensa e usou documentos forjados. Wright recebeu pena suspensa por desrespeito a ordens judiciais.
O segredo em torno de Satoshi não é apenas histórico. Estima-se que o criador do Bitcoin detenha cerca de 1,1 milhão de BTC, correspondente a mais de 5% da oferta máxima da criptomoeda. Mesmo com o tempo, novas pistas sobre a identidade mantêm o tema em evidência no universo cripto.
Observação: o texto acima cita a investigação, nomes e eventos apresentados na matéria original. As informações oficiais devem ser conferidas diretamente nas fontes jornalísticas.
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