- Estudo da Gallup com 160 países mostra que a Europa é menos estressada, mas a região permanece mais pouco engajada, marcando o sexto ano consecutivo com menor engajamento; o dano potencial à produtividade é destacado.
- No panorama global, o engajamento caiu para 20% e o estresse continua alto entre trabalhadores americanos, enquanto EUA e Canadá lideram tanto engajamento quanto estresse.
- Países do sul da Europa apresentam maior estresse: Grécia (61%), Malta (57%), Chipre (56%), Itália (51%) e Espanha (47%).
- Os menores níveis de estresse na Europa são observados em Dinamarca (19%), Polônia (22%) e Lituânia (23%).
- Em termos de engajamento, Croácia (7%), Polônia (7%), França (8%), Suíça (8%), Luxemburgo (9%), Irlanda (9%) e Áustria (9%) ficam entre os mais baixos; Albânia (32%), Romênia (31%), Suécia (25%) e Malta (25%) aparecem entre os mais engajados.
A Europa aparece, no conjunto, menos estressada que outras regiões, mas também é a menos engajada entre os trabalhadores. A conclusão é de um estudo global que compara 160 países, divulgado pela consultoria Gallup. O relatório 2026 State of the Global Workplace aponta impactos do estresse na produtividade e na retenção de talentos.
O estudo mostra que trabalhadores estressados ou desengajados não são apenas um risco de retenção, mas podem frear a produtividade. A Gallup estima que a perda global de GDP chegue a 9% devido a esse quadro, ainda que haja variações regionais relevantes.
Desempenho europeu em números
Globalmente, o índice de engajamento é de apenas 20%, o menor desde 2020. Na Europa, o estresse é menos intenso, porém o compromisso com o trabalho é reduzido em comparação com outras regiões, incluindo Américas.
Entre os europeus, sulistas registram os maiores níveis de estresse. Gregos, maltenses, cipriotas, italianos e espanhóis aparecem entre os mais pressionados, com percentuais que vão de 47% a 61%.
Quem encabeça o estresse e quem se sai melhor
O relatório indica que, no extremo oposto, dinamarqueses, poloneses e lituanos apresentam os menores índices de estresse, variando de 19% a 23%. Os dados sugerem que o perfil de trabalhadores mais pressionados envolve gerentes com menos de 35 anos em modelos híbridos.
Engajamento: onde o déficit é maior
Croácia, Polônia, França, Suíça, Luxemburgo, Irlanda e Áustria aparecem com os menores índices de engajamento na Europa, entre 7% e 9%. Espanha, Reino Unido, Alemanha e Itália alcançam apenas dígitos duplos próximos.
Por outro lado, Albânia, Romênia, Suécia e Malta apresentam alguns dos maiores níveis de engajamento, acima de 25%. O estudo associa menor engajamento a cargos não gerenciais, sem acesso remoto e faixa etária jovem.
Bem-estar versus engajamento
Mesmo com baixa participação engajada, dados apontam bem-estar relativamente alto entre trabalhadores europeus: 49% relatam estar prosperando, frente a 34% globalmente. Países nórdicos lideram o bem-estar, com Finlândia, Islândia e Dinamarca no top.
A pesquisa também indica otimismo sobre o mercado de trabalho na Europa, com 57% dizendo ser um bom momento para encontrar emprego, índice acima da média mundial de 52%. Países baixos nesse indicador incluem Eslováquia, na lanterna do grupo.
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