- O barril de Brent caiu até US$ 17,55 após o anúncio de cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã no Oriente Médio.
- A cotação recuou de US$ 109,3 na véspera para US$ 91,7 na mínima de quarta-feira; às 7h45, operava a US$ 93,8, com queda de 14,18%.
- O cessar-fogo terá duração de quatorze dias e o Irã permitiu a reabertura do estreito de Ormuz, o que deve facilitar o escoamento do petróleo no mundo.
- O ministro das Relações Exteriores iraniano confirmou o acordo; as Forças Armadas coordenarão a passagem pelo estreito durante a trégua.
- O estreito de Ormuz representa cerca de 20% do petróleo global; na semana anterior aos ataques, o Brent ficou entre US$ 71,5 e US$ 72,5.
O preço do petróleo recuou forte após o anúncio de cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã no Oriente Médio. O barril Brent caiu para cerca de US$ 91,7, menor desde 4ª feira, após abrir em US$ 109,3 no dia anterior.
Às 7h45 desta quarta-feira, o Brent negociava a US$ 93,8, com queda de mais de 14%. A cotação já tinha registrado queda expressiva após o anúncio do cessar-fogo feito por Donald Trump, que definiu o acordo como um passo para a paz mundial.
O acordo prevê uma trégua de 14 dias. O Irã autorizou a reabertura do Estreito de Ormuz durante o período, o que facilita o escoamento global de petróleo. O governo iraniano informou que as operações militares defensivas foram interrompidas.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, confirmou o acordo em seu perfil nas redes. As Forças Armadas coordenarão a passagem pelo estreito, sob a vigência da trégua, para permitir o fluxo de comércio.
O estreito de Ormuz é um canal estratégico pelo qual passam cerca de 20% do petróleo mundial, além de gás natural e ureia. A escalada do conflito, que começou com ataques na região, impactou a inflação de várias economias.
No Brasil, o governo anunciou medidas para mitigar o aumento de diesel, gás de cozinha e querosene de aviação, em resposta às pressões inflacionárias geradas pela crise. A semana anterior foi marcada por variações entre US$ 71,5 e US$ 72,5 para o Brent, antes dos ataques.
Em março, a commodity registrou alta expressiva, de cerca de 63,29%. A volatilidade permanece alta diante de incertezas políticas e de novas etapas de negociações entre as partes envolvidas.
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