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ANEC aponta avanço nas exportações de soja do Brasil em abril após recorde em março

Exportação de soja brasileira em abril fica em 15,78 milhões de toneladas, 2,28 milhões acima de 2024, mas abaixo do recorde de março; navios projetados somam 16,7 milhões

Anec projeta embarques de 16,7 milhões de toneladas de soja em abril
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  • Anec estima exportação de soja do Brasil em abril em 15,78 milhões de toneladas, frente a 13,50 milhões em abril de 2025, com ritmo puxado pela safra recorde.
  • Em março, houve recorde histórico de 15,84 milhões de toneladas, o maior para qualquer mês, mantendo o país como maior fornecedor mundial de soja.
  • A safrinha de 2026 já supera 80% da área colhida até a primeira semana de abril, com a Abiove estimando produção recorde de 177,85 milhões de toneladas.
  • Para abril, a Anec projeta ainda 16,7 milhões de toneladas a serem embarcadas, abrindo espaço para possível revisão para cima na projeção.
  • Entre janeiro e março, a China recebeu cerca de 75% das exportações brasileiras de soja, enquanto fretes e seguros mais altos, provocados pela guerra no Irã, elevam custos logísticos.

A exportação brasileira de soja marcou 15,78 milhões de toneladas em abril, segundo a primeira projeção da Anec. O volume representa aumento de 2,28 milhões de toneladas ante o mesmo mês de 2025, com embarques da safra recorde ganhando ritmo. Março já havia registrado 15,84 milhões de toneladas, recorde para um único mês.

Apesar do avanço mensal, o volume de abril fica levemente abaixo do recorde de março. A Anec aponta que as exportações operaram em “bom ritmo” em março, após períodos de atraso na colheita e chuvas reduzidas que prejudicaram alguns embarques.

A safra de 2026 já cumpre mais de 80% da área colhida até a primeira semana de abril, conforme Abiove, com projeção de 177,85 milhões de toneladas, alta de 3,7% ante 2025. Anec confirmou a tendência de recordes mensais com produção em expansão.

Março costuma ser um mês de alto volume devido à soja recém-colhida. No entanto, houve intercorrências no início do mês, como suspensão de embarques pela Cargill e maior fiscalização fitossanitária para exportações à China, principal importador.

Panorama de abril

A programação de navios para abril aponta 16,7 milhões de toneladas de soja a serem embarcadas, segundo a Anec. Esse line-up robusto sustenta a possibilidade de revisões para cima na projeção do mês.

A China respondeu por cerca de 75% das exportações brasileiras de soja nos três primeiros meses de 2026, seguida por Espanha, Turquia, Tailândia e outros mercados. Aína houve sinal de normalização na relação comercial com o país asiático.

Mantida a previsão para abril, as exportações de soja devem somar 42,86 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026, alta de aproximadamente 7% frente ao mesmo período de 2025. Janeiro, março e abril contribuíram para o resultado.

Efeitos da guerra e impacto logístico

A projeção para o farelo de soja é de 2,7 milhões de toneladas em abril, ante 2,15 milhões em 2025 e 2,24 milhões em março. Os embarques de DDGS também vêm crescendo, com novas vendas à China e apoio à ração animal.

Segundo a Anec, a guerra no Irã eleva custos logísticos, com fretes e prêmios de seguro em alta. Fretes marítimos passaram de US$ 35-40 para US$ 50-60 por tonelada, elevando o custo de exportação para mercados como a China.

Apesar do aumento de custos, a Anec ressalta que, no caso do Irã, as exportações de milho devem crescer no segundo semestre, com a segunda safra brasileira. Em janeiro a março, o Irã respondeu por 20% do total exportado de milho.

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