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Bancos discutem alterações no FGC após impacto do Master, dizem fontes

Bancos discutem mudanças no Fundo Garantidor de Créditos após impacto de cerca de R$ 52 bilhões com o Master, incluindo lastro de maior qualidade e restrições a rendimentos acima de patamares sustentáveis

Quebra do Banco Master causar um impacto financeiro de cerca de R$ 52 bilhões sobre o fundo, que garante depósitos de instituições financeiras no país
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  • Bancos discutem mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a quebra do Banco Master ter causado um impacto de cerca de R$ 52 bilhões, segundo fontes.
  • Entre as hipóteses estão mecanismos para desencorajar investimentos em produtos com rendimentos acima de patamares sustentáveis e exigir lastro de ativos de maior qualidade para depósitos protegidos pelo FGC.
  • As propostas são objeto de debate entre associações do setor, como Febraban e ABBC, com participação de instituições, mas ainda sem definição de adoção pelos reguladores.
  • O Banco Central precisa aprovar eventuais medidas, que ainda não estão decididas.
  • O Master oferecia até 140% do CDI em alguns produtos, em contraste com rendimentos próximos a 100% em grandes bancos; seus recursos eram aplicados em ativos arriscados, contribuindo para a crise de liquidez.

O Banco Master acionou discussões entre bancos sobre mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a sua quebra, que gerou impacto estimado em cerca de R$ 52 bilhões para o fundo. As informações são de fontes familiarizadas com o tema.

As propostas analisadas visam desencorajar investimentos em produtos com rendimentos acima de patamares sustentáveis, segundo apuração da Bloomberg News. Pessoas que falaram sob condição de anonimato detalharam as tratativas entre bancos.

As conversas envolvem entidades do setor, como Febraban e ABBC, com apoio de outras instituições. A ideia inclui mecanismos para exigir lastro de maior qualidade para depósitos assegurados pelo FGC, visando limitar alavancagem.

Ainda não houve definição sobre adesão regulatória ou quais medidas seriam apresentadas aos reguladores. O Banco Central precisaria aprovar qualquer mudança relevante.

Reuniões entre bancos e associações aconteceram na terça-feira, com retorno previsto nas próximas semanas. A ABBC afirma que o foco está na mensuração da qualidade dos ativos que lastreiam as emissões asseguradas pelo FGC.

Antes da liquidação do Master, as discussões sobre o FGC já existiam. O ressarcimento ao fundo reduz o impacto das contribuições sobre os balanços dos bancos.

O Master utilizava o FGC como ferramenta de propaganda para atrair pequenos investidores para produtos com rendimentos elevados, de até 140% do CDI. Grandes bancos ofereciam rendimentos próximos de 100%.

Segundo apuração, o Master investia recursos em ativos arriscados e pouco transparentes, como empresas endividadas e pré-precatórios, gerando crise de liquidez no banco.

As medidas em estudo visam evitar que novas instituições sigam trajetória semelhante. O tema permanece em avaliação, sem confirmação de implementação ou cronograma.

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