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Cesta básica fica mais cara em todas as capitais em março

Manaus registra maior alta da cesta básica em março, 7,42%, elevando custos em capitais e influenciando o cálculo do salário mínimo estimado em R$ 7.425,99

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas
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  • Em março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (Dieese/Conab).
  • Manaus registrou a maior alta (7,42%), seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%) e Belo Horizonte (6,44%).
  • O feijão foi o principal impulsionador do aumento, com elevações que variaram entre 1,68% e 7,17% para o grão preto e até 21,48% no grão carioca.
  • Em março, a cesta mais cara foi em São Paulo (R$ 883,94) e a mais barata em Aracaju (R$ 598,45), com outras cidades como Rio de Janeiro, Cuiabá e Florianópolis também entre as mais caras.
  • O estudo aponta que o salário mínimo deveria ser de R$ 7.425,99 em dezembro para cobrir as despesas da cesta mais cara.

O levantamento da Cesta Básica de Alimentos, divulgado mensalmente pelo Dieese em parceria com a Conab, aponta aumento em março em todas as capitais do país. Manaus registrou a maior variação, de 7,42%, seguido por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

O estudo aponta que o custo médio da cesta subiu devido a alta de itens como feijão, tomate, carne bovina de primeira e leite integral. O grão preto teve alta relevante em várias regiões, com variações de 1,68% em Curitiba a 7,17% em Florianópolis, enquanto o feijão carioca variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém) por restrições de oferta e dificuldades na colheita.

Cesta mais cara do país

Em março, São Paulo concentrou a cesta básica mais cara, com custo médio de R$ 883,94, seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste, os valores médios ficaram mais baixos, com Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Conforme o levantamento, as altas acumuladas em 2026 são generalizadas entre capitais, variando de 0,77% em São Luís a 10,93% em Aracaju. O órgão explica que o quadro reflete preços de itens básicos com impactos de oferta e condições de safra ao longo do mês.

Implicação para o salário mínimo

Com base na cesta mais cara, o Dieese estima que o salário mínimo necessário em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99, ou 4,58 vezes o mínimo vigente de R$ 1.621. A projeção utiliza o conceito de renda necessária para cobrir a alimentação e demais despesas.

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