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Chefe do FMI prevê demanda de até US$ 50 bilhões em apoio do fundo

FMI estima demanda de apoio entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões por impactos da guerra no Oriente Médio, elevando preços de energia e desfoque de cadeias globalmente

Reuters O FMI divulgará uma série de cenários em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial na próxima semana
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  • O Fundo Monetário Internacional prevê que a demanda por apoio financeiro aumente entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões por causa da guerra no Oriente Médio.
  • A guerra levou queda de 13% no fluxo diário de petróleo e de 20% no gás natural liquefeito, gerando choques de oferta e elevação de preços.
  • O FMI deve apresentar cenários na próxima edição da Perspectiva Econômica Mundial, com crescimento global revisado para baixo.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou cessar-fogo de duas semanas com o Irã; o conflito persiste e eleva incertezas regionais.
  • Ras Laffan, no Catar, que responde por 93% da produção de GNL da região, está fechado desde 2 de março e pode levar de três a cinco anos para retornar à capacidade total.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. A medida ocorre em meio a tensões regionais que envolvem a ofensiva de Israel no Líbano e o conflito no Oriente Médio. As consequências econômicas aparecem como foco de atenção internacional.

A chefe do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que a demanda de curto prazo por apoio financeiro do FMI pode chegar a entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões, em função das repercussões do conflito. A posição do fundo visa preparar-se para cenários de desalinhamento financeiro global.

Georgieva destacou que a guerra pressiona a economia mundial por meio de quedas no abastecimento de energia. O petróleo registra queda diária de 13% e o gás natural liquefeito cai 20%, gerando deslocamentos de oferta e pressão sobre preços de energia.

Além disso, o FMI revisou suas projeções de crescimento global, alinhando-se à leitura de que o cenário de inflação energética impede a recuperação rápida. A instituição sinaliza que os impactos já afetaram cadeias de suprimentos e investimento.

A responsável pelo FMI admitiu que o futuro pode trazer caminhos variados para o tráfego marítimo e aéreo na região, com incertezas sobre o Estreito de Ormuz e a normalização do transporte. Ela ressaltou que o crescimento será mais lento, mesmo sob um acordo de paz acentuado.

Conflitos desde 28 de fevereiro devem sustent os impactos por tempo indeterminado, com efeitos colaterais em refinarias e na disponibilidade de insumos industriais. Eventos devem manter a volatilidade nos preços de energia e commodities.

O FMI planeja divulgar próximos cenários em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial, com hipóteses que variam desde normalização rápida até novas altas persistentes de petróleo e gás. O documento também estima danos à infraestrutura e à confiança.

Dados oficiais citados mostram o FMI prevendo crescimento global de 3,3% em 2026 e 3,2% em 2027, caso as condições se estabilizem, mas com ressalvas sobre riscos de demanda e oferta que podem reduzir esses números.

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