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Economista critica novo Desenrola como enrolação para renegociação de dívidas

Economista critica o novo Desenrola como enrolação, enquanto Brasil acumula 9 milhões de inadimplentes desde maio de 2024 e soma 81,7 milhões endividados

Oferta de crédito disfuncional acentua o problema, diz economista
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  • O Brasil ganhou 9 milhões de novos inadimplentes desde maio de 2024, totalizando 81,7 milhões de pessoas com contas atrasadas, segundo a Serasa.
  • O economista Roberto Troster afirma que a inadimplência depende da saúde da economia e critica o uso do crédito para pagar dívidas, como via FGTS.
  • Três medidas são apontadas como rápidas: (1) parametrizar a Lei do Superendividamento para permitir renegociação entre bancos e consumidores; (2) estabelecer regras de precificação de juros; (3) ampliar a participação do governo e aumentar a transparência.
  • A crítica central é a de que a oferta de crédito está disfuncional e que regras nem sempre são aplicadas, agravando o endividamento.
  • O programa Desenrola é visto como enrolação se não houver mudanças nessas frentes, segundo Troster.

Brasil registrou 9 milhões de novos inadimplentes desde maio de 2024, conforme dados da Serasa. O total de pessoas com contas atrasadas pode chegar a 81,7 milhões, elevando o desafio para o crédito e a economia do país. O governo discute a retomada do programa Desenrola para endividados.

Em entrevista ao Conexão Record News nesta quinta-feira, o economista Roberto Troster atribui o aumento à oferta de crédito disfuncional. Segundo ele, há quem pretenda usar o FGTS para quitar dívidas, o que pode aliviar sintomas mas não resolver a raiz do endividamento.

Troster aponta que as regras existentes de crédito não são aplicadas de forma adequada, aumentando o custo financeiro para o consumidor. Também ressalta a necessidade de maior participação do governo em operações de renegociação.

Propostas para enfrentar o endividamento

Uma das medidas seria parametrizar a Lei do Superendividamento para funcionar como uma recuperação judicial para pessoa física, permitindo renegociação entre bancos e devedores sem via judicial.

Outra proposta é estabelecer regras de precificação de crédito, limitando taxas de juros abusivas e vinculando o custo ao risco real da dívida.

Além disso, o economista defende maior transparência na participação governamental em operações de renegociação, para que o peso não recaia predominantemente sobre instituições financeiras.

Desenrola não seria a única solução; a continuidade de programas de renegociação precisa considerar impactos fiscais e a necessidade de evitar novas penalizações por tributos em atraso.

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