- Em 2025, a Receita cobrou R$ 5,2 bilhões de contribuintes pessoas físicas por irregularidades na declaração do Imposto de Renda, relacionadas a movimentações financeiras do ano anterior.
- Do total, R$ 2,6 bilhões dizem respeito a 2,4 milhões de contribuintes que se autorregularizaram; outros R$ 2,6 bilhões referem-se a 600 mil contribuintes que não enviaram retificadora e foram autuados.
- Foram recebidas 45 milhões de declarações em 2025, sendo 31 milhões pré-preenchidas; 3,2 milhões ficaram retidas (7,1%).
- Em relação às pessoas jurídicas, 9.200 foram consideradas maiores contribuintes, correspondendo a 57% da arrecadação total.
- Nas fiscalizações, a Receita registrou 233,1 bilhões de reais em tributos, com ações relevantes em fraudes no transporte e combustível; recuperaram-se 1 bilhão em créditos e bloquearam-se 2,2 bilhões em bens.
Em 2025, a Receita Federal cobrou R$ 5,2 bilhões de contribuintes pessoa física por irregularidades na declaração do Imposto de Renda, relacionadas a movimentações financeiras do ano anterior. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9 abr 2026).
Do total, R$ 2,6 bilhões correspondem a 2,4 milhões de contribuintes que se autorregularizaram, enquanto outros R$ 2,6 bilhões referem-se a 600 mil contribuintes que não enviaram declaração retificadora e foram autuados. Ao todo, a Receita recebeu 45 milhões de declarações, com 31 milhões já pré-preenchidas, e 3,2 milhões ficaram retidas (7,1%).
Ao lado disso, a Receita apontou 9.200 pessoas jurídicas como maiores contribuintes, respondendo por 57% da arrecadação total, e destacou melhora na conformidade do e-Social, que subiu de 37% em janeiro para 85% em dezembro. Os números constam da apresentação anual da fiscalização.
FISCALIZAÇÕES
Em 2025, as ações fiscais somaram 233,1 bilhões de reais em tributos, sendo 221,9 bilhões de pessoas jurídicas e 11,2 bilhões de pessoas físicas. Os créditos tributários mais expressivos foram IRPJ/CSLL (R$ 137,7 bi), PIS/Cofins (R$ 42,3 bi) e contribuição previdenciária (R$ 15,2 bi).
A Receita informou 11 operações de fiscalização com mais de 450 alvos, com foco em fraudes no transporte e no setor de combustível ligado ao crime organizado. As ações recuperaram R$ 1 bilhão em créditos e bloquearam bens que totalizaram R$ 2,2 bilhões.
CONTRIBUINTES NO EXTERIOR
A subsecretaria de Fiscalização do Ministério da Fazenda, Andrea Costa Chaves, afirmou que a fiscalização de contribuintes com contas no exterior será intensificada em 2026, a partir de dados da declaração pré-preenchida. Em 2025, houve assistência a pessoas de alta renda que não declararam contas no exterior.
Chaves informou que, em 2026, a ideia é concluir a etapa de assistência, analisar justificativas, promover autorregularizações e iniciar a fiscalização daqueles que não se regularizarem. Ela ressaltou que nem toda não declaração implica erro, pois pode haver justificativas como fechamento da conta no exterior.
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