- O Ibovespa fechou em alta de 1,52%, acima de 195 mil pontos pela primeira vez, aos 195.129,25 pontos, com volume de R$ 37,2 bilhões.
- O avanço foi sustentado pela relativa trégua no cenário internacional e fluxo estrangeiro positivo, mantendo a bolsa resiliente desde o início da crise no Oriente Médio.
- O petróleo fechou em alta de 1%, Brent a US$ 95,92 por barril e WTI a US$ 97,87, ainda abaixo de US$ 100.
- O dólar caiu 0,80%, para R$ 5,0626, menor fechamento desde 9 de abril de 2024, com a percepção de menor risco global favorecendo ativos emergentes.
- Os negócios seguem impactados pelo cessar-fogo entre EUA e Irã e pela operação de negociação entre Israel e o Líbano, além de movimentos do Banco Central com swap cambial para rolagem de vencimento.
O Ibovespa fechou acima de 195 mil pontos pela primeira vez, registrando alta de 1,52% e atingindo 195.129,25 pontos nesta quinta-feira, 9. O pregão teve volume financeiro de cerca de R$ 37,2 bilhões, com a sessão marcada pela visão de trégua mais calma no cenário internacional, ainda que o cessar-fogo entre EUA e Irã permaneça frágil.
O principal índice da bolsa brasileira mostrou resistência apesar das tensões no Oriente Médio. O fechamento veio após a máxima de 195.513,91 pontos e mínima de 192.206,22 pontos. O fluxo externo continua influenciando o desempenho das ações brasileiras, segundo especialistas.
A expectativa de menor volatilidade no curto prazo contribuiu para o otimismo. Há relatos de entrada líquida de capitais estrangeiros em abril, com saldo positivo de R$ 1,6 bilhão até o dia 6, mantendo suporte ao Ibovespa.
Willian Queiroz, sócio da Blue3 Investimentos, disse que o anúncio de cessar-fogo abriu espaço para recuperação dos mercados, ainda que permaneçam riscos com prontidão militar na região. Ele aponta que a calmaria facilita novas máximas.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em alta de 1%, sem atingir US$ 100 por barril, em sessão volátil. O Brent encerrou em US$ 95,92, alta de US$ 1,17, após chegar a US$ 99,50. O WTI fechou a US$ 97,87, alta de US$ 3,46, após máxima intradiária de US$ 102,70.
A movimentação ocorre diante de negociações de cessar-fogo no Oriente Médio e da notícia de que Israel planeja iniciar negociações diretas com o Líbano em breve. A volatilidade persistiu no pregão, com os spreads ainda sensíveis a rumores e dados operacionais.
Dólar
O dólar fechou em baixa frente ao real, em 0,80%, a R$ 5,0626, menor valor de fechamento desde 9 de abril de 2024. A moeda acumula queda de 7,77% no ano. O dia acompanhou a fraqueza global do dólar diante de sinais de desaceleração de tensões regionais.
Ao longo da manhã, o dólar chegou a tocar 5,1070 e depois caiu para 5,0586, reagindo ao avanço do Ibovespa e à queda das taxas dos DIs. O Banco Central ainda vendeu 50 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
Externamente, o índice do dólar caiu 0,24% aos 17h06, para 98,829, com o foco dos mercados voltado aos desdobramentos da crise regional e ao fluxo de operações em moedas de mercados emergentes.
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