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Inflação ligada à guerra pressiona lucros, diz CIO da BlackRock

CIO da BlackRock diz que inflação da guerra pressiona lucros, podendo levar revisões para baixo, mesmo com projeções de até 18%

Executiva da BlackRock vê lucros otimistas demais com impacto inflacionário da guerra
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  • Helen Jewell, CIO de ações fundamentais da BlackRock, afirma que a inflação ligada à guerra no Oriente Médio pode levar as previsões de lucros a serem moderadas no curto prazo.
  • As projeções ainda apontam alta de até 18% nos lucros, mas há espaço para revisões para baixo, segundo Jewell em entrevista à Bloomberg Television.
  • O índice de consenso para o S&P 500 aponta aumento de 16% nos lucros por ação neste ano, o maior desde 2021, conforme a Bloomberg Intelligence.
  • Sinais de mudança já aparecem: o índice do Citigroup sobre a dinâmica dos lucros nos EUA tornou-se negativo na última sexta-feira, com mais rebaixamentos que atualizações.
  • Jewell aponta que ganhos em setores de energia e materiais ajudam, mas companhias aéreas atuam como parte da pressão, mantendo os lucros relativamente estáveis mesmo com a inflação alta.

O que aconteceu: a inflacao associada à guerra no Oriente Médio pode pressionar as projeções de lucros corporativos, segundo Helen Jewell, CIO de ações fundamentais da BlackRock. Em entrevista à Bloomberg Television, ela afirmou que as estimativas atuais ainda sinalizam alta de dois dígitos, porém com espaço para revisões para baixo.

Quem está envolvido: Helen Jewell, CIO de ações fundamentais da BlackRock, comentou sobre o cenário de lucros e inflacao. As informações são provenientes de entrevista veiculada pela Bloomberg Television e complementadas por dados de analistas citados pela Bloomberg Intelligence.

Quando e onde: as observações foram feitas no contexto da temporada de resultados que começa na próxima semana nos EUA, com o JPMorgan Chase divulgando seus números na terça-feira. A análise é publicada pela Bloomberg a partir de informações de mercado atuais.

Por quê: a mudança nas expectativas ocorre diante de pressões inflacionárias ligadas ao conflito regional e da possibilidade de impactos sobre juros, especialmente com sinais de maior volatilidade no mercado de energia e commodities.

Aprofundamento: mesmo com sinais de que as revisões podem ocorrer, as projeções de lucros por ação para o S&P 500 permanecem altas, com a maior parte dos analistas ainda estimando crescimento em torno de 16% neste ano, segundo a Bloomberg Intelligence.

Desdobramentos: a análise aponta que setores de energia e materiais tendem a sustentar ganhos, enquanto o setor de aviação pode enfrentar a diferença por conta de custos elevados. Mesmo assim, Jewell afirma que o ritmo de normalização de mercados não é imediato.

Perspectivas de inflação e juros: a guerra no Irã aumenta as pressões inflacionárias, levando traders a revisarem a possibilidade de cortes generalizados de política monetária neste ano e a precificarem eventuais altas de juros em alguns órgãos reguladores, como o BCE.

Estratégia de investimento: diante da incerteza, Jewell recomenda buscar vencedores estruturais de longo prazo nos setores de energia e defesa, para reduzir a dependência de cenários inflacionários mais acentuados.

Observação final: a cobertura inclui avaliações de Reuters e Bloomberg Linea, com reportagens sobre as revisões de lucros, condições de mercado e impactos da geopolítica nas empresas.

Fonte: Bloomberg, Citigroup e Bloomberg Intelligence, com apoio de analistas da indústria.

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