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Investimento em saneamento atinge recorde, mas falta recursos para universalizar

Investimentos em saneamento sobem a 27,4 bilhões em 2022 com participação privada em 27%; universalizar até 2033 requer 60 bilhões/ano e regulação mais rígida

Painel "Saneamento privado: o que as grandes operadoras aprenderam na prática" do seminário de O TEMPO
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  • Em 2022, o Brasil investiu R$ 27,4 bilhões em saneamento básico, recorde desde o início das séries do SNIS.
  • A participação da iniciativa privada no investimento total subiu de 16% (2019) para 27% (2022).
  • Para universalizar o saneamento até 2033, é necessário investir aproximadamente R$ 60 bilhões por ano.
  • A insuficiência de recursos é apontada como principal gargalo para ampliar atendimento, especialmente em regiões carentes e rurais.
  • O setor solicita maior reforço na regulação e fiscalização, com ANA atuando na atualização do marco regulatório, mas ainda com desafios de implementação.

O Brasil registrou em 2022 o maior volume de investimentos em saneamento básico da série histórica, totalizando R$ 27,4 bilhões, conforme o SNIS. A执行ção recente aponta avanço, mas ressalva que ainda há handicaps a vencer para universalizar água potável e tratamento de esgoto.

A mudança de cenário ocorreu com a maior participação da iniciativa privada na gestão do setor. O investimento privado saltou de 16% em 2019 para 27% em 2022, indicando uma transformação na dinâmica do saneamento.

Apesar dos ganhos, especialistas destacam que alcançar a universalização até 2033, conforme o Marco Legal do Saneamento, exige recursos próximos de R$ 60 bilhões por ano, valor ainda acima do disponível. A carência de recursos é maior em regiões rurais e menos atendidas.

Desafios de regulação e fiscalização

A indústria cobra maior reforço na regulação para assegurar que os recursos alocados gerem serviços de qualidade e sustentabilidade. A ANA trabalha na atualização do marco regulatório, mas a implementação enfrenta entraves.

Especialistas destacam que a ampliação de investimentos privados deve seguir, desde que o Estado fortaleça a regulação, a fiscalização e crie condições para atrair mais recursos. O objetivo é ampliar o acesso de forma universal e sustentável.

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