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Petrobras devolverá diferença de preço de leilão de gás

Petrobras devolverá aos clientes a diferença entre o Preço de Paridade de Importação e os lances do leilão de GLP, com entrega total dos volumes contratados

A unidade U-93 de abatimento de emissões de gases SNOX da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, transforma óxido de enxofre e óxido de nitrogênio em ácido sulfúrico, a ser comercializado. A estrutura será a primeira do tipo a funcionar nas Américas, terceira no mundo.
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  • A Petrobras devolverá aos clientes a diferença entre o Preço de Paridade de Importação (PPI), divulgado pela ANP para o período de 23 a 27 de março, e os lances arrematados no leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) de 31 de março, com preços até 100% acima da tabela da estatal.
  • A companhia disse que realizará a neutralização dos efeitos de preço decorrentes do leilão e garantirá a entrega de todos os volumes contratados; também avaliará adesão ao programa de subvenção governamental ao GLP importado, instituído pela medida provisória mencionada.
  • No dia 2 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que iria anular o leilão por decisão da direção da Petrobras; a ANP fiscalizou refinarias da empresa no mesmo dia por suspeitas de preços com ágios elevados; quatro dias depois, houve a destituição do diretor executivo responsável pela área do leilão.
  • O leilão ocorreu em meio à alta internacional dos preços de petróleo e derivados, influenciada pelo conflito no Oriente Médio; o governo estudava medidas para conter a elevação, incluindo subsídios e zeragem de impostos para diesel e gás de cozinha.

A Petrobras anunciou que devolverá aos clientes os valores pagos a mais no leilão de gás realizado em 31 de março. O produto chegou a ser vendido com preços até 100% acima da tabela da estatal. A empresa informou que cobrirá a diferença entre o Preço de Paridade de Importação (PPI) e os lances dos distribuidores.

A devolução ocorrerá após a neutralização dos efeitos de preço decorrentes do leilão de GLP, segundo a companhia. A decisão é embasada em análises econômicas e de risco, levando em conta o cenário mercadológico atual e manifestações de órgãos regulatórios como a ANP.

A Petrobras garantiu a entrega de todos os volumes contratados no leilão e afirmou que analisa adesão ao programa governamental de subvenção ao GLP importado, instituído pela Medida Provisória Nº 1.349. Se ocorrer, também serão devolvidos os valores cobertos pela subvenção.

No dia 2 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou a intenção de anular o leilão, alegando discordância com a direção da Petrobras. Na mesma data, a ANP fiscalizou refinarias da estatal por suspeitas de preços com ágio elevado no GLP.

Quatro dias depois, a Petrobras destituiu o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, responsável pela área que promoveu o leilão. A medida envolve mudanças internas após o episódio.

Contexto e impactos

O GLP, conhecido como gás de cozinha, também é utilizado como combustível por indústrias. O leilão ocorreu em meio a alta internacional de petróleo e derivados, influenciada pela guerra entre EUA e Irã, que afetou a cadeia de suprimento.

O governo avaliava medidas para conter a alta de combustíveis, incluindo zeragem de impostos e subsídios para diesel e gás de cozinha. As ações visam atenuar impactos sobre consumidores e indústrias.

A Petrobras confirma o compromisso de manter a entrega dos volumes e avalia formas de mitigar custos para clientes, com base em diretrizes regulatórias e no contexto econômico atual.

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