- Delegados se reunirão em Washington DC para as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial, com a sugestão de conduzir encontros “over a beer”.
- A World Beer Alliance afirma que a indústria global de cerveja movimenta US$ 878 bilhões, é grande empregadora e responde por 0,8% do PIB mundial.
- A maioria dos gastos de fornecedores de cervejeiros (86%) é destinada a negócios no país de produção; entre 2015 e 2023, países de baixa renda tiveram aumento de 27% no PIB contribuído e 24% em empregos gerados.
- A associação defende regulação do álcool por tipo e teor para incentivar cervejas de menor teor alcoólico e opções sem álcool, já com tributação mais baixa em muitos lugares.
- O presidente e CEO Justin Kissinger diz que negociar “over a beer” facilita o diálogo, reduz barreiras culturais e pode gerar confiança para avanços.
Durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington, contas do setor indicam que o encontro entre líderes globais pode se beneficiar de debates informais. A World Beer Alliance (WBA) incentiva reuniões descontraídas para facilitar diálogo entre banqueiros, ministros e empresários.
A WBA ressalta o peso econômico da indústria da cerveja, que movimenta aproximadamente US$ 878 bilhões no mundo. Segundo o órgão, o setor sustenta cerca de 1 em cada 100 empregos globais e contribui com 0,8% do PIB mundial, enfatizando seu papel como motor de emprego e investimento.
Em nível local, a associação aponta que a maior parte dos gastos dos fornecedores de cerveja, 86%, é destinada a empresas do país de produção. Além disso, de 2015 a 2023, países de baixa renda e de renda média-baixa registraram aumentos expressivos na contribuição do setor para o PIB e no número de empregos gerados.
Para a saúde pública, a WBA destaca que a transição de opções com maior teor alcoólico para alternativas com menor teor pode favorecer resultados positivos. A organização sugere que governos ajustem impostos e regulações por tipo de bebida para incentivar produtos com menos álcool.
Em entrevista a veículos do setor, o presidente e CEO da WBA enfatiza que negociações realizadas durante uma cerveja ajudam a superar barreiras culturais e fortalecem a confiança entre as partes. O tom informal é visto como facilitador de conversas sem pauta rígida.
O executivo também ressalta a importância de um ambiente regulatório estável para cervejarias atuarem, especialmente diante de um cenário econômico desafiador. A organização busca ainda ampliar opções com menor teor alcoólico para ampliar possibilidades de encontro entre delegados.
Ao abordar escolhas de estilo de cerveja, o chefe da WBA afirma que a decisão fica a cargo de cada delegado, destacando a diversidade de sabores e tradições que cada país traz ao setor. O destaque fica para o valor da partilha como elemento que aproxima diferentes culturas.
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