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Produção industrial avança 0,9% e cresce em 11 dos 15 locais em fevereiro

Indústria brasileira avança 0,9% em fevereiro, com ganhos em onze locais; Espírito Santo e Rio Grande do Sul lideram a recuperação após quedas anteriores

Avanço na indústria de bebidas influencia na recuperação da indústria gaúcha, um dos destaques da produção industrial em fevereiro - Foto: Rodrigo Felix Leal/Arquivo AEN
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  • Em fevereiro, a produção industrial brasileira avançou 0,9% na série sem efeitos sazonais, com 11 dos 15 locais pesquisados em alta.
  • Os maiores ganhos ficaram com Espírito Santo (11,6%) e Rio Grande do Sul (6,7%), que interromperam dois meses de queda.
  • Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8%) registraram as maiores quedas no mês.
  • Em relação a fevereiro de 2025, a indústria recuou 0,7%, com nove dos 18 locais pesquisados em queda.
  • O índice acumulado nos últimos doze meses ainda cresce, mas em ritmo menor, com impactos de políticas monetárias restritivas e crédito mais caro sobre o resultado.

Na passagem de janeiro para fevereiro, a produção industrial brasileira registrou alta de 0,9% na série com ajuste sazonal, conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional. Ao todo, 11 dos 15 locais pesquisados apresentaram crescimento.

Entre os destaques, Espírito Santo avançou 11,6% e Rio Grande do Sul 6,7%, interrompendo duas quedas consecutivas. Esses estados responderam por grande parte do resultado positivo do mês, após perdas acumuladas no fim de 2025.

Por outro lado, Mato Grosso caiu 0,9% e Goiás 0,8%, registrando as maiores quedas do mês. Mato Grosso intensificou o recuo em relação a janeiro, enquanto Goiás completou o quarto mês seguido de queda na produção, com queda acumulada de 12,4%.

O analista Bernardo Almeida aponta que o crescimento de fevereiro elevou o ganho dos dois últimos meses para 3%, compensando a perda de 2,3% observada entre setembro e dezembro de 2025. Ele atribui o movimento a uma necessária recomposição de estoques, associada a fatores macroeconômicos que limitam crédito e investimentos.

Em comparação com fevereiro de 2025, a indústria recuou 0,7%. Nove dos 18 locais pesquisados registraram queda, com Rio Grande do Norte registrando a maior retração de 24,5%. Em seguida aparecem Ceará (-9,8%) e Paraná (-7,7%). Minas Gerais ficou estável, com 0,0%.

No índice acumulado de doze meses, o avanço foi de 0,3% em fevereiro, mantendo-se positivo, porém com ritmo mais lento frente aos meses anteriores. Já o acumulado de janeiro a fevereiro de 2026 frente ao mesmo período de 2025 mostrou queda de 0,2%, com resultados negativos em nove locais.

Destaques regionais

Entre os estados, Espírito Santo teve o maior impulso relativo em fevereiro, sustentado por alta das atividades extrativas, com ganhos em minérios de ferro, óleo bruto de petróleo e gás natural. Já o Rio Grande do Sul destacou-se pela diversificação, com bebidas e veículos automotores contribuindo para a recuperação da indústria gaúcha.

Bahia (+3,2%), Pará (+2,7%), Ceará (+2,5%), Amazonas (+1,7%), Santa Catarina (+1,0%) e a Região Nordeste (+1,0%) tiveram variações acima da média nacional. Pernambuco (+0,6%), São Paulo (+0,5%) e Rio de Janeiro (+0,2%) também registraram avanço, ainda que mais modestos.

Em fevereiro de 2026, a comparação com fevereiro de 2025 evidenciou recuo especialmente em Rio Grande do Norte (-24,5%), seguido por Ceará (-9,8%) e Paraná (-7,7%). Outros locais com quedas relevantes incluíram Amazonas (-7,2%) e Goiás (-6,1%).

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