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Saúde pode ganhar R$ 108 milhões/ano com saneamento universal em Minas

Estimativa aponta economia de R$ 108 milhões ao ano com a universalização do saneamento em Minas, além de reduzir internações em até 30% e ampliar cobertura até 2033

Estação de Tratamento de Água (ETA) Morro Redondo, no bairro Belvedere, da Copasa
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  • Estudo do IPEA em parceria com a Copasa aponta economia de R$ 108 milhões por ano com a universalização do saneamento em Minas Gerais.
  • A ampliação do acesso pode reduzir internações por doenças de veiculação hídrica em até 30% e diminuir o absenteísmo escolar e no trabalho.
  • Atualmente, Minas tem 70% de cobertura, deixando cerca de 2,5 milhões de pessoas sem água tratada ou esgoto adequado; meta é 100% até 2033.
  • Para alcançar a meta, são necessários aproximadamente R$ 20 bilhões em investimentos até 2033.
  • A Copasa destaca geração de empregos durante obras e manutenção, além de benefícios à saúde pública; cerca de 1,2 milhão de habitantes ainda não têm acesso.

A universalização do saneamento básico em Minas Gerais pode gerar uma economia de até R$ 108 milhões por ano, além de ampliar a saúde pública e reduzir internações. O estudo foi produzido pelo IPEA em parceria com a Copasa. A estimativa aponta ganhos legais com a expansão do acesso a água tratada e esgoto adequado.

Segundo o levantamento, ampliar o saneamento pode reduzir em até 30% as internações por doenças de veiculação hídrica, como diarreia, hepatite A e leptospirose. Além disso, a medida tende a diminuir o absenteísmo escolar e o afastamento do trabalho.

Minas Gerais tem hoje cerca de 70% de cobertura, o que deixa aproximadamente 2,5 milhões de pessoas sem acesso adequado. A meta é chegar a 100% até 2033, conforme o Plano Estadual de Saneamento Básico.

Impacto econômico e social

O estudo aponta que a redução de doenças relacionadas ao saneamento pode gerar economia anual de cerca de R$ 108 milhões no estado, levando em conta custos evitados com internações e ausências no trabalho. A melhoria da saúde também favorece a qualidade de vida.

A pesquisa indica ainda impacto positivo na economia local, com geração de empregos durante obras de implantação e manutenção dos sistemas de água e esgoto. A Copasa ressalta que 1,2 milhão de mineiros ainda vivem em áreas sem água tratada.

Desafios e investimentos

Para universalizar o saneamento até 2033, o governo de Minas estima a necessidade de cerca de R$ 20 bilhões. Os recursos devem ampliar redes e aperfeiçoar a gestão dos sistemas existentes. Parcerias com o setor privado e organismos internacionais são buscadas para viabilizar o financiamento.

As autoridades destacam que o investimento é prioridade para a saúde pública e o desenvolvimento sustentável. A Copasa reforça o compromisso de acelerar ações para atingir a cobertura integral.

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