- O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, será recebido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em jantar na sede da entidade.
- O encontro visa debater a tramitação do projeto que encerra a jornada de trabalho 6×1.
- A reunião acontece após um manifesto assinado por quarenta entidades, liderado pela Confederação Nacional da Indústria, contra as mudanças defendidas pelo governo.
- Skaf disse que o debate acelerado parece movido pelo calendário eleitoral e não por planejamento de país.
- O setor teme mais informalidade entre trabalhadores e defende negociação direta entre empresas e funcionários, em vez de engessar a escala na Constituição.
No encontro, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, será recebido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em jantar na sede da entidade. O objetivo é discutir o andamento do projeto que altera a jornada de trabalho 6×1. O evento ocorre nesta quinta-feira (9), em São Paulo, e representa a troca de ideias entre governo e setor privado sobre o tema.
O governo federal busca acelerar a tramitação da proposta que altera a jornada, enquanto movimentos empresariais e entidades críticas ao projeto ganham força. Um manifesto assinado por quatrocentas entidades, sem citar nomes individuais, opõe-se às mudanças defendidas pela atual administração.
Skaf afirmou que, apesar do direito a mais descanso ser legítimo, o debate acelerado parece privilegiar o calendário eleitoral em detrimento de um planejamento de país. O empresariado teme impactos na formalização de empregos caso a discussão avance sem cautela.
Contexto do debate
As lideranças do setor produtivo destacam a importância de negociações diretas entre empresas e trabalhadores, em vez de engessar a escala na Constituição. A preocupação é evitar danos à autonomia das empresas e à formalização de empregos, mantendo o diálogo como mecanismo de ajuste.
Entre na conversa da comunidade