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Varejistas afirmam que consumidor se beneficiou da taxa sobre blusinhas e defendem tributo

Varejistas defendem a taxa das blusinhas, apontando benefícios ao consumidor e à produção, em meio a avaliação governamental de revogação no ano eleitoral

— Foto: GETTY IMAGES via BBC
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  • Manifesto assinado por 53 entidades do varejo, indústria e comércio defende a manutenção da chamada taxa das blusinhas, imposto de importação de 20% para compras até US$ 50, instituído em agosto de 2024.
  • Governo volta a avaliar a revogação da medida em ano eleitoral, com liderança da ala política da Secretaria de Comunicação da Presidência.
  • Câmara dos Deputados discute projeto que zeraria o imposto para compras até US$ 50 feitas por meio do comércio eletrônico.
  • Entidades afirmam que a taxa gerou empregos, fortaleceu a produção local e reduziu a disparidade tributária entre plataformas internacionais e o varejo nacional, destacando inflação mais baixa no setor têxtil desde julho de 1994.
  • Arrecadação da taxa atingiu recorde de R$ 5 bilhões em 2025; em janeiro deste ano houve crescimento, e cerca de 50 milhões de brasileiros participam do Remessa Conforme.

O manifesto divulgado por representantes do setor produtivo, do comércio e de varejistas cobra a manutenção da chamada taxa das blusinhas, impostos federais e estaduais na importação de itens de até US$ 50. O movimento ocorre em meio a avaliações do governo sobre a revogação da taxa, em ano eleitoral. A cobrança foi instituída em agosto de 2024.

Segundo o documento, assinado por 53 entidades, a medida gerou empregos e trouxe benefícios ao consumidor. Os signatários defendem que a tributação reduziu a disparidade entre plataformas internacionais e o varejo nacional, além de ampliar a oferta com qualidade e conformidade.

A coalizão afirma ainda que o setor têxtil teve inflação menor no conjunto de itens do IPCA desde julho de 1994, e que a produção local ganhou robustez com assistência técnica e normas de segurança. Alega que isso não ocorre em parte das encomendas de plataformas estrangeiras.

Ao mesmo tempo, a Câmara dos Deputados discute projeto para zerar o imposto de importação sobre compras de até US$ 50 feitas por meio do comércio eletrônico, o que implicaria o fim da taxa das blusinhas. As propostas caminham em paralelo à avaliação governamental.

Paralelamente, o vice-presidente Geraldo Alckmin reiterou ter defendido a taxa para proteger produção, emprego e renda. Em recente declaração, ele destacou que a carga tributária sobre produtos nacionais continua superior a importados, mesmo com a taxa.

Taxa das blusinhas: histórico e arrecadação

Em agosto de 2024, o governo passou a cobrar 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, decisão aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula. A medida visa equalizar tributos entre nacionais e importados.

A arrecadação da taxa atingiu recordes em 2025: R$ 5 bilhões no ano, contribuindo para metas fiscais. Em fevereiro, o Fisco informou que cerca de 50 milhões de brasileiros cumprem obrigações tributárias via o Remessa Conforme.

Em janeiro deste ano, o governo registrou recuperação de 25% na receita, com R$ 425 milhões obtidos pela taxa. O governo aponta ganhos para a competitividade de empresas nacionais e proteção ao consumidor.

As entidades signatárias englobam setores como calçados, eletrônicos, têxtil, confecções, varejo e comércio, incluindo associações nacionais e regionais. A lista consolidada reúne 53 organizações de diversos elos da indústria, comércio e trabalho.

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