- Grandes empresas de tecnologia estão financiando o desenvolvimento de reatores modulares de menor porte para abastecer data centers, buscando segurança de fornecimento para IA.
- A Meta fechou acordo para financiar até 690 MW em duas unidades da Terrapower e também assinou parceria com a Oklo para um campus de 1,2 GW em Ohio.
- A Amazon trabalha com a X-energy para colocar em operação mais de 5 GW de pequenos reatores modulares até 2039.
- O Google assinou com a Kairos Power para ter seu primeiro reator modular menor em funcionamento até 2030.
- Apesar dos acordos, o setor enfrenta custos, financiamento e riscos pioneiros, e os bancos permanecem cautelosos, embora haja sinais de maior interesse de investidores institucionais.
As grandes empresas de tecnologia estão acelerando o financiamento para novas tecnologias nucleares, visando garantir energia para data centers em expansão. A aposta envolve reatores modulares menores, com maior eficiência e escalabilidade, em linha com a demanda crescente de IA.
Diversos acordos sinalizam esse movimento. Em janeiro, a Meta fechou parceria para financiar o desenvolvimento de duas unidades da Terrapower, com capacidade de até 690 MW. A companhia também assinou acordo com a Oklo para um campus nuclear de 1,2 GW em Ohio.
A Amazon trabalha com a X-energy para distribuir mais de 5 GW de pequenos reatores modulares nos EUA até 2039. O Google, por sua vez, firmou compromisso com a Kairos Power para colocar em operação seu primeiro pequeno reator modular até 2030. Esses acordos visam criar receita estável para financiamento de construção.
Analistas destacam que tais contratos ajudam a mitigar o risco de financiamento, oferecendo previsibilidade aos bancos. A expectativa é de que a demanda de IA eleve o consumo de energia na economia dos EUA nos próximos anos.
Conforme dados da Energy Information Administration, o uso de eletricidade deve crescer 1% neste ano e 3% no próximo, impulsionado por data centers. Pequenos reatores modulares aparecem como opção com menor capital inicial e prazos de construção mais curtos.
Investidores institucionais começam a demonstrar maior interesse, embora ainda com cautela. Do lado empresarial, há visão de que o setor precisa de aliados capazes de assumir custos adicionais e atrasos inerentes à inovação nuclear.
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