Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Biocombustíveis fortalecem posição do Brasil em crise

Brasil mantém vantagem energética diante de crise global, com indústria de biocombustíveis robusta, diversidade de matérias-primas e regulação previsível

Articulista defende que biocombustíveis são uma ferramenta de segurança energética, estabilidade econômica e proteção ao consumidor; na imagem, uma bomba de abastecimento
0:00
Carregando...
0:00
  • O Brasil tem vantagem estratégica em tempos de crise energética por ter uma indústria de biocombustíveis madura, com escala, tecnologia e participação relevante na matriz de transportes.
  • A regulamentação assegura mistura de etanol e biodiesel: gasolina com 30% de etanol anidro; diesel B com 15% de biodiesel, com possibilidade de avançar para 22% a 35% de etanol na gasolina e até 20% de biodiesel no diesel até 2030.
  • Projeções da Conab para 2025/26 indicam produção total de etanol de cerca de 36,7 bilhões de litros (26,5 bilhões de litros de cana-de-açúcar e 10,1 bilhões de litros de milho).
  • O biodiesel brasileiro atingiu recorde de produção em 2025, em torno de 9,8 bilhões de litros, fortalecendo a oferta interna.
  • A diversificação de matérias-primas — cana, soja e milho, além de novas rotas produtivas — confere maior resiliência contra choques externos e fortalece a segurança energética do país.

O Brasil tem uma vantagem estratégica diante da crise global de energia: uma indústria de biocombustíveis madura, com escala, tecnologia e participação relevante na matriz de transportes. Mesmo com turbulência internacional, o país consegue reduzir a exposição a choques externos.

A regularidade na mistura de combustíveis é essencial. Hoje, a gasolina inclui 30% de etanol anidro e o diesel B contém 15% de biodiesel. A Lei do Combustível do Futuro amplia esse espaço, prevendo metas até 35% de etanol na gasolina e biodiesel chegando a 20% no diesel até 2030.

Segundo a Conab, a safra 2025/26 deve alcançar 36,7 bilhões de litros de etanol, com 26,5 bilhões de litros provenientes da cana-de-açúcar e 10,1 bilhões de litros de milho. O biodiesel também atingiu recorde em 2025, em torno de 9,8 bilhões de litros.

Essa capacidade está associada à diversidade de matérias-primas no campo. A soja sustenta a oferta de biodiesel, enquanto o milho amplia o etanol, com avanços no milho de segunda safra e em novas rotas tecnológicas que elevam eficiência. A combinação reduz a dependência externa.

Essa estrutura fortalece a segurança energética e a estabilidade econômica. Em cenários de alta no preço do petróleo, o etanol tende a ganhar competitividade, e o biodiesel ganha relevância como alternativa de abastecimento. O custo de combustível fóssil pode ser parcialmente amortecido.

Entretanto, a crise pode trazer riscos logísticos e de insumos, como fertilizantes e frete, afetando milho e soja. Custos mais altos na cadeia produtiva podem impactar a oferta de biocombustíveis, ainda que a demanda interna permaneça robusta.

Diante de tensões internacionais, a combinação de oferta doméstica forte, fiscalização rigorosa e regulação estável torna-se ainda mais relevante. O combate a fraudes, adulteração e concorrência desleal também ganha importância para manter o mercado legal.

Em resumo, a trajetória brasileira de biocombustíveis não apenas facilita a transição energética, mas também atua como instrumento de resiliência econômica. Com segurança jurídica e previsibilidade, o país pode ampliar essa vantagem em meio a cenários voláteis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais