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Bolsa brasileira entre as primeiras a se recuperar da guerra, aponta ranking

Ibovespa fica acima do nível pré-guerra, liderando a recuperação entre grandes bolsas, impulsionado por Petrobras e outras petroleiras

O principal motivo de o Brasil ter se recuperado mais cedo do que a maioria dos países está nas empresas de petróleo
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  • O Ibovespa ficou cerca de 4,5% acima do nível pré-ataques, fechando nesta sexta-feira acima de 197 mil pontos, ante 189 mil em 27 de fevereiro.
  • Entre as onze bolsas analisadas, Brasil e Argentina operam acima do nível de antes da guerra.
  • A recuperação brasileira foi puxada por ações de petróleo e gás, com destaque para as maiores altas do período.
  • As cinco maiores altas incluíram Petrobras (PETR3: 23,3% e PETR4: 21,8%), Eneva (21,5%), Prio (20,1%) e Auren (17,2%).
  • Nem todos os ativos zeraram as perdas: de 27 de fevereiro a 20 de março, 70 papéis tiveram queda, e apenas 33 se recuperaram.

O Ibovespa, principal índice da B3, se recupera mais rápido que grandes bolsas globais após o início do conflito entre EUA, Israel e Irã. O recuo ocorreu nos primeiros dias de março, mas a Bolsa brasileira já opera acima do nível pré-crise em 4,5% desde 27 de fevereiro.

Dados compilados mostram que, entre 11 grandes bolsas, apenas Brasil e Argentina operam acima do ponto de partida antes da guerra. O Ibovespa ficou acima de 197 mil pontos nesta sexta-feira, ante 189 mil em 27 de fevereiro.

Entre as maiores economias, as perdas globais persistem. EUA recuaram 0,9%, China caiu 4,2% e a Alemanha registra queda de 5,9% desde o início do conflito. A recuperação brasileira sobressai pelo desempenho relativo.

O principal impulsionador da recuperação brasileira está no setor de petróleo e gás. Das nove ações que mais subiram desde 27 de fevereiro, apenas duas não atuam nesse segmento. Petrobras lidera com altas de 23,3% (PETR3) e 21,8% (PETR4).

Outras empresas ligadas ao petróleo também aparecem entre as melhores variações: Eneva sobe 21,5%, Prio sobe 20,1% e Auren sobe 17,2%. Ultrapar, Brava, Cemig e PetroRecôncavo completam as altas entre as nove mais valorizadas.

Apesar do viés positivo, nem tudo já voltou ao patamar anterior à guerra. De 27 de fevereiro a 20 de março, 70 ações sofreram perdas; 33 delas conseguiram recuperar parte do recuo. O mercado recomenda cautela e análise individual de ativos.

A recuperação rápida do Ibovespa não significa fim de volatilidade. Analistas defendem avaliação de risco setorial e diversificação, especialmente em meio a movimentos de commodities e oscilações geopolíticas.

Caso tenha dúvidas sobre investimentos, procure orientação profissional e analise com cuidado cada operação, considerando o cenário internacional e o perfil de risco.

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