- Deutsche Bank aponta que a China é vencedora econômica e na matriz energética diante da crise do petróleo, acelerando a diversificação para reduzir a dependência de exportadores.
- Dados da Embar (fevereiro) indicam que renováveis já representam cinquenta por cento da matriz energética do país.
- Japão importa quase oitenta por cento do petróleo de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, sem o mesmo grau de diversificação visto na China.
- Coal continua como base da estratégia chinesa; o presidente Xi Jinping defende um sistema energético que combine hidrelétricas, energia nuclear e renováveis, mantendo o carvão no curto prazo.
- A transição energética é também uma questão de segurança geopolítica, com energia limpa sendo usada para reforçar a proteção energética.
A crise global do petróleo, alimentada pela guerra no Oriente Médio, impulsionou a China a acelerar a diversificação de sua matriz energética. O objetivo é reduzir a dependência de importações e aumentar a segurança de abastecimento, mesmo diante de volatilidade de preços e incertezas geopolíticas.
Analistas avaliam que Pequim chega a esse momento com vantagem frente a outros países da região. Um relatório do Deutsche Bank aponta a China como vendedora de resiliência econômica e energética, após observar a necessidade global de reduzir a dependência do petróleo. A tendência é reforçada pela busca de diversificação no curto e médio prazos.
Dados da Ember, divulgados em fevereiro, indicam que fontes renováveis já respondem por metade da matriz energética chinesa. Enquanto isso, o Japão continua dependente de importações de petróleo, com cerca de 80% vindos de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, o que explica o interesse de Pequim por aumentar o uso de energias eólica e solar.
Diversificação e segurança energética
A estratégia chinesa envolve ampliar a participação de hidrelétricas, energia nuclear e renováveis, mantendo o carvão como base para o sistema elétrico. O regime de Xi Jinping ressalta que a transição não será rápida nem puramente ambiental, combinando segurança de suprimento, planejamento industrial e geopolítica.
Especialistas lembram que a dimensão geopolítica também molda escolhas. Li Shuo, do China Climate Hub, afirma que a disputa energética extrapolou o debate entre fósseis e limpos, tornando a segurança energética um eixo da agenda governamental, com a energia limpa como ferramenta de proteção.
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