- Michel Temer, em entrevista à Forbes Brasil, destaca que o Brasil tem sistema legal sólido que reduz incertezas para investidores internacionais, com o cumprimento de contratos elevando a confiança.
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- Temer aponta que, em cenário de realocação global de investimentos e tensões geopolíticas, a previsibilidade institucional é um diferencial para o país.
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- O fluxo de capitais estrangeiros sustenta a bolsa brasileira, com entrada de R$ 53,83 bilhões no primeiro trimestre, o melhor desde 2022.
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- Segundo o ex-presidente, o Brasil reconhece empresas nacionais com participação estrangeira sob a legislação brasileira, fortalecendo a atratividade para investidores.
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- O texto destaca a volatilidade financeira global associada ao Estreito de Ormuz, rota que movimenta cerca de 21 milhões de barris diários e um terço do GNL mundial.
No Brasil, a previsibilidade jurídica é apontada como fator-chave para atrair capital externo. Em entrevista exclusiva à Forbes Brasil, o ex-presidente Michel Temer destacou que o cumprimento de contratos aumenta a confiança de investidores internacionais e reduz incertezas. Segundo ele, o sistema legal reconhece empresas nacionais com participação estrangeira como parte do tecido empresarial brasileiro.
Temer ressaltou que, em um cenário global de realocação de investimentos, tensões geopolíticas elevam a importância de estruturas estáveis. O ex-presidente mencionou que o atual ambiente é influenciado por conflitos regionais, o que torna a previsibilidade institucional um diferencial para o Brasil frente aos fluxos de capitais.
Dados do Elos Ayta mostram que o primeiro trimestre registrou entrada de R$ 53,83 bilhões de recursos estrangeiros, o melhor resultando desde 2022 em igual período. O saldo evidencia uma mudança na volatilidade dependente de fatores domésticos para uma maior sensibilidade a variáveis externas.
A depender da conjuntura externa, o país pode se beneficiar de ciclos de capital mais longos e estáveis, segundo analistas ouvidos pela reportagem. A atratividade do mercado brasileiro está associada a contratos bem cumpridos e a um marco regulatório confiável.
Geopolítica e o Estreito de Ormuz
Especialistas destacam que a dinâmica regional influencia cenários globais de energia. O Estreito de Ormuz permanece como rota crítica de saída de petróleo e gás do Golfo Pérsico para várias nações produtoras. Movimentos nessa área costumam impactar mercados internacionais e elevar a volatilidade.
Esse corredor marítimo, com 34 quilômetros na parte mais estreita, liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico. Ao norte fica o Irã e ao sul, os Emirados Árabes Unidos e Omã. Diariamente passam por lá cerca de 21 milhões de barris de petróleo e derivados, além de parcela relevante de GNL mundial.
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