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Dólar cai para R$5,01 e bolsa renova recorde com apoio externo

Dólar encerra em R$ 5,01, menor nível em mais de dois anos, enquanto Ibovespa atinge novo recorde impulsionado por fluxo externo e inflação brasileira mais alta que o previsto

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  • O dólar fechou em R$ 5,011, queda de 1,02%, menor nível desde 9 de abril de 2024, e chegou a ficar próximo de R$ 5,00 no dia.
  • O Ibovespa subiu 1,12%, aos 197.324 pontos, atingindo novo recorde, com nona sessão consecutiva de alta e acumulando 4,93% na semana.
  • O fluxo externo favorece o mercado brasileiro, com entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira nos 12 meses até fevereiro.
  • O IPCA de março ficou em 0,88%, acima do esperado, reforçando a percepção de juros elevados no Brasil.
  • No exterior, o petróleo teve leve queda: Brent a US$ 95,20 (-0,75%) e WTI a US$ 96,57 (-1,33%).

O dólar caiu novamente diante do real, mantendo a moeda perto de R$ 5,00. O câmbio encerrou o dia em baixa e a bolsa brasileira atingiu novo recorde, com suporte de fatores externos e dados econômicos domésticos. O ambiente externo ficou mais favorável, ajudando ativos emergentes.

Analistas destacam que a combinação de juros competitivos no Brasil, bom desempenho de commodities e alívio geopolítico pesam a favor do real. No Brasil, a inflação de março ficou acima do esperado, fortalecendo a percepção de juros elevados por mais tempo.

Dólar em queda

O dólar comercial fechou em R$ 5,011, queda de 1,02% (R$ 0,052). O dia chegou a testar o patamar de R$ 5,00, menor nível desde 9 de abril de 2024. Na semana, a moeda recuou 2,9%; no ano, queda de 8,72%.

Cenário externo e doméstico

O recuo do dólar é explicado pela relação de juros entre Brasil e EUA, desempenho das exportações de commodities e menor demanda por ativos considerados seguros. Além disso, o IPCA de março acima do esperado reforçou a percepção de juros mais elevados.

Ibovespa em alta

O Ibovespa subiu 1,12%, fechando aos 197.324 pontos, recorde histórico. A sessão levou o índice a superar 197,5 mil pontos na máxima, aproximando-se de 200 mil. Na semana, o ganho é de 4,93%.

Fluxo de capitais externo

O impulso de estrangeiros tem sido o principal motor da bolsa em 2026, com entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro, segundo dados do Banco Central. Esse fluxo também favorece o recuo do dólar frente ao real.

Mercado de commodities e petróleo

O petróleo terminou estável, com leve queda. O Brent caiu 0,75%, para US$ 95,20, e o WTI recuou 1,33%, para US$ 96,57. O movimento externo contribui para o cenário de risco moderado e maior apetite por ativos de risco.

Perspectiva

O mercado acompanha negociações internacionais sobre o Oriente Médio e possíveis desdobramentos regionais. A combinação de dados de inflação, avanço de ativos brasileiros e cenário externo mais estável sustenta o momento de maior apetite por risco.

Com informações da Reuters

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