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Economista afirma que Desenrola 2.0 não resolve o endividamento

Economista diz que Desenrola 2.0 não resolve endividamento; solução estrutural depende de equilíbrio fiscal e educação financeira

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  • Governo avalia Desenrola 2.0, incluindo uso do FGTS para pagamento de dívidas, mas economista afirma que medidas pontuais não resolvem o endividamento estrutural das famílias.
  • Endividamento das famílias segue aumentando mesmo após o Desenrola 1.0, em um cenário de mercado de trabalho aquecido e massa salarial em alta.
  • Solução estrutural, segundo o economista, passa pela redução dos juros de forma ampla e por medidas concretas de equilíbrio fiscal.
  • Ele aponta déficit estrutural ao redor de 1% do PIB e afirma que seria necessário um superávit de pelo menos 3% do PIB para estabilizar a dívida.
  • O endividamento cresceu nos últimos três anos, especialmente em crédito com juros elevados (cartão de crédito e cheque especial); destaca ainda a importância da educação financeira para o médio e longo prazo.

O economista Gabriel Barros, chefe da ARX, afirma que medidas pontuais, como o Desenrola 2.0, não resolvem o endividamento das famílias brasileiras. A liberação do FGTS para abatimento de dívidas é avaliada pelo governo, mas não elimina o problema estrutural.

Em entrevista ao Hora H, Barros destacou que, mesmo após o Desenrola 1.0, o endividamento e o comprometimento da renda seguem em alta. Segundo ele, a segunda fase do programa não altera o quadro ainda mais sólido do endividamento.

O especialista lembra que o mercado de trabalho está aquecido, com desemprego na mínima histórica e massa salarial em elevação, mas o comprometimento da renda das famílias também cresce. Dados apontam para isso mesmo com condições favoráveis no emprego.

Solução estrutural passa por equilíbrio fiscal

Para Barros, a saída envolve reduzir juros de forma estrutural, atingindo toda a economia e não apenas segmentos específicos. Ele afirma que isso depende de medidas concretas de equilíbrio fiscal do governo.

O economista explica que o Brasil tem déficit estrutural em torno de 1% do PIB e, para estabilizar a dívida, seria necessário um superávit de pelo menos 3% do PIB. A relação entre fiscal e juros é central para a política monetária.

Barros indica que o endividamento familiar cresceu nos últimos três anos, sobretudo em crédito com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial. Além disso, ressalta a importância da educação financeira para resultados de longo prazo.

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