- Encomendas à indústria dos EUA ficaram inalteradas em fevereiro, pelo segundo mês seguido.
- A leitura do Departamento de Comércio ficou estável em fevereiro, acima das expectativas de queda de 0,2%, com alta de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
- Pedidos de aeronaves comerciais caíram 28,6%, enquanto houve aumentos em computadores e produtos eletrônicos, maquinário, metais primários e produtos de metal.
- Pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves, aumentaram 0,7% em fevereiro.
- O governo ainda está recuperando o atraso na divulgação de dados após a paralisação, e o petróleo subiu acentuadamente por causa do conflito entre EUA, Israel e Irã.
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou que as encomendas à indústria permaneceram estáveis em fevereiro, marcando o segundo mês com leitura inalterada. O desempenho ficou estável apesar da queda na demanda por aeronaves comerciais.
A leitura de fevereiro ficou acima das expectativas dos economistas, que projetavam queda de 0,2%. Em termos anuais, os pedidos tiveram alta de 3,7%. O órgão destacou que a divulgação de dados continua sendo recuperada após a paralisação do governo no ano anterior.
O setor industrial, que representa cerca de 10,1% da economia, vinha mostrando sinais de recuperação após impactos tarifários. Contudo, a situação geopolítica envolvendo o Oriente Médio elevou o preço do petróleo, o que pode influenciar o ritmo de retomada.
Encomendas por setor
Os pedidos de aeronaves comerciais registraram queda de 28,6% em fevereiro, pressionando o total. Em contrapartida, houve aumento de encomendas para computadores e produtos eletrônicos, maquinário, metais primários e itens de metal fabricados.
Bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves, avançaram 0,7% em fevereiro, indicando perspectiva de gastos corporativos com equipamentos no curto prazo. O crescimento, apesar de modesto, sinaliza dinamismo em parte da indústria.
Observações do relatório
O Departamento de Comércio ressaltou que a recuperação de dados ainda depende de normalização de divulgações atrasadas. Não foram apresentadas estimativas definitivas para itens com maior volatilidade, como aeronaves. A leitura total sugere evolução cautelosa da indústria.
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