- Futuros dos EUA operam perto da estabilidade, com investidores de olho nas negociações entre EUA e Irã e sinais de cessar-fogo.
- S&P 500 pode registrar o maior ganho semanal em quase um ano; Brent around US$ 98 por barril.
- O presidente Donald Trump disse estar otimista, mas fez alertas ao Irã sobre o Estreito de Ormuz, enquanto as negociações seguem.
- Treasuries interrompem quatro dias de alta; investidores aguardam dados de inflação de março; o dólar sobe 0,2%.
- Destaques do dia: tráfego no Estreito de Ormuz continua baixo; entregas da Airbus caem no primeiro trimestre; Dolce & Gabbana passa por mudanças na presidência.
Os futuros das ações dos EUA ficaram próximos da estabilidade nesta sexta-feira, 10 de abril, à espera de sinais sobre um possível cessar-fogo entre EUA e Irã. O cenário acompanha negociações que podem definir o ritmo do mercado, com o petróleo reagindo.
O S&P 500 manteve a trajetória de ganho semanal, apontando para a melhor performance em quase um ano. Na Europa, o Stoxx 600 subiu 0,2% e o Brent avançou 2%, para perto de US$ 98 o barril, em reação inicial às notícias sobre o conflito.
Mercados e inflação
Investidores avaliavam se o cessar-fogo de duas semanas, anunciado na terça-feira, pode evoluir para uma paz duradoura. O presidente Donald Trump disse estar otimista, mas afirmou que o Irã pode enfrentar tarifas no Estreito de Ormuz. O tráfego de navios segue baixo.
Os Treasuries dos EUA caminhavam para interromper quatro dias de alta, com dados de inflação de março no radar. O dólar subiu 0,2%, mas ainda registra a maior queda semanal desde janeiro. Economistas projetam alta de 0,9% no índice de preços ao consumidor.
Destaques da manhã
Tráfego em Ormuz domina as atenções: o governo americano acusa o Irã de cobrar pedágios de navios, o que pode violar o cessar-fogo. Centenas de navios permanecem retidos no canal, com tráfego aquém do normal.
Entregas da Airbus em queda: a fabricante entregou 114 aeronaves no 1º trimestre, queda de 16% ante o mesmo período de 2025, o menor volume desde 2009. A projeção de cerca de 870 entregas para 2026 é contestada por entraves na produção.
Mudanças na Dolce & Gabbana: Stefano Gabbana renunciou ao cargo de presidente da empresa, avaliando a venda de parte de sua participação de cerca de 40%. A marca busca até € 150 milhões em novos recursos para refinanciar uma dívida de € 450 milhões.
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