- Guedes disse que o baixo crescimento econômico deve favorecer a oposição nas eleições de outubro, atribuindo a desaceleração aos gastos do governo de Lula.
- Em sua primeira aparição pública após afastamento, afirmou que gastar mais gera inflação, aumenta o juro e reduz o crescimento, o que, na visão dele, prejudica o Brasil e favorece a oposição.
- Disse ter deixado o governo com previsão de inflação de 3,2% para o ano seguinte e com expectativa de superávit em milhares de municípios, ressaltando resultados de sua gestão anterior.
- Comparou o cenário brasileiro ao do Chile, sugerindo que a oposição poderá vencer no formato de segundo turno parecido com o observado no país vizinho.
- Não anunciou apoio a candidaturas, mantém foco na iniciativa privada e teve contatos com possíveis candidatos como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Aldo Rebelo, destacando a ideia de alinhamento entre liberalismo econômico e conservadorismo social.
O ex-ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que a oposição tende a vencer as eleições de outubro em razão do baixo crescimento econômico do Brasil. A declaração ocorreu durante palestra no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, na quinta-feira 9. A fala ocorreu em público após período afastado.
Guedes sustentou que a desaceleração econômica é consequência de gastos elevados do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o que, segundo ele, encurta o ritmo de crescimento do país. Segundo ele, com menos gasto público, o Brasil poderia crescer mais.
Ele também citou a posição fiscal do governo anterior, mencionando uma inflação prevista de 3,2% para o ano seguinte e a expectativa de superávit em milhares de municípios, no governo federal e nas estatais. O ex-ministro aponta essa comparação para justificar a avaliação sobre o desempenho econômico.
Cenário eleitoral e economia
Em relação ao Chile, Guedes disse que houve derrota da esquerda no país e comparou o fenômeno com o que poderia ocorrer no Brasil, sugerindo uma repetição do movimento. Também analisou o momento político global, citando uma convergência entre liberais econômicos e conservadores culturais.
O ex-ministro afirmou não apoiar nenhuma candidatura presidencial naquele momento e destacou foco na iniciativa privada. Ainda assim, afirmou manter interlocução com possíveis candidatos presentes no evento, como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Aldo Rebelo.
Contato institucional e rumo político
Guedes ressaltou a leitura de que, no Brasil, a parceria entre políticas liberais e valores conservadores tem ganhado espaço internacionalmente. Mesmo sem endossar nomes, ele sinalizou abertura a diálogos com diferentes postulantes à Presidência.
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