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Ibovespa atinge novo recorde pelo terceiro dia seguido

Ibovespa fecha em novo recorde acima de 197 mil pontos, com volume de R$ 33,7 bilhões, sustentado pela expectativa de cessar-fogo entre EUA e Irã

Bolsa renovou recorde no pregão desta sexta-feira
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  • O Ibovespa fechou em alta, acima de 197 mil pontos pela primeira vez, em 197.323,87, com máxima intradia de 197.553,64 pontos e volume de R$ 33,7 bilhões.
  • O avanço semanal foi de 4,93%, sustentado por expectativas de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana.
  • O petróleo caiu de forma expressiva, com Brent a US$ 95,20 o barril e WTI em US$ 96,57, acumulando queda semanal de cerca de 12% a 14%.
  • O dólar encerrou em baixa, a R$ 5,0104, menor fechamento desde 9 de abril de 2024, com recuo de 1,03% na sessão.
  • A pauta macro brasileira, como o IPCA de março em alta de 0,88%, também influenciou o mercado, com atenções voltadas à trajetória da inflação e ao câmbio.

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, 10 de abril, atingindo a casa dos 197 mil pontos pela primeira vez. O índice subiu 1,12%, a 197.323,87 pontos, após máxima intradia de 197.553,64. A sessão teve volume financeiro de 33,7 bilhões de reais. O cenário externo apontava negociações de paz entre EUA e Irã para o fim de semana.

A notícia sobre possível redução de tensões entre Estados Unidos e Irã favoreceu o humor do mercado, mantendo a bolsa brasileira em terreno positivo apesar de incertezas locais. A semana fechou com ganho de 4,93% para o Ibovespa, em meio a fluxos e expectativas de trégua no conflito regional.

Cenário macro e impactos

A divulgação do IPCA de março mostrou alta de 0,88%, acima do esperado, com impulso de combustíveis. Economistas destacaram que a leitura pressiona o Copom no curto prazo, mas pode recuar se houver normalização de preços com a possível trégua internacional.

Em relação aos ativos, analistas consideram que setores mais afetados pela volatilidade do início do conflito apresentam recuperação parcial, com rotação de ações entre segmentos. A percepção de melhoria no cenário externo traz suporte ao mercado doméstico.

Petróleo

Nesta sexta, os contratos futuros do petróleo caíram, encerrando a semana com a maior queda desde 2022. O Brent fechou em US$ 95,20 por barril, queda de 0,72 dólar (-0,8%), com baixa semanal de 12,7%. O WTI recuou para US$ 96,57, -1,30 dólar (-1,3%), com queda semanal de 13,4%.

A movimentação ocorre após o acordo de cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, mediado pelo Paquistão, anunciado na terça-feira. Observadores destacam que o petróleo segue sujeito a interrupções no fornecimento, especialmente pela fronteira com o Golfo.

Dólar

O dólar fechou em baixa ante o real, com valorização do peso brasileiro diante de um cenário de menor aversão a risco. A moeda norte-americana caiu 1,03%, para R$ 5,0104, o menor fechamento desde 9 de abril de 2024. A semana registrou queda de 2,90%.

No pregão local, a cotação chegou a R$ 5,0051 na hora final, refletindo o recuo global do dólar. Analistas apontam espaço para novas quedas caso o DXY permaneça abaixo de 100 e o acordo de paz se consolide. Às 17h10, o índice do dólar estava em 98,669.

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