- A inflação de março ficou em 0,88%, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pela alta de combustíveis.
- Gasolina subiu 4,59% e diesel avançou 13,9%, refletindo o impacto do petróleo no mercado internacional.
- Alimentos e bebidas também tiveram alta, com tomate 20,31%, cebola 17,24% e batata 12,17%.
- O índice em doze meses passou de 3,81% para 4,14%, maior para março desde 2022, ainda dentro da meta de 4,5%.
- Economistas destacam incerteza do conflito para as previsões e apontam trajetória de juros mais lenta após cortes na Selic.
A inflação de março ficou em 0,88%, influenciada pela guerra no Oriente Médio e pela elevação dos combustíveis. Dados oficiais apontam o efeito direto do conflito na variação mensal do índice.
O preço da gasolina subiu 4,59% e o do diesel avançou 13,9%, refletindo a restrição de oferta no mercado internacional. Esse encarecimento impacta não apenas o abastecimento, mas também fretes e o custo de transporte de mercadorias.
O mês também registrou alta em alimentos e bebidas, com tomate subindo 20,31%, cebola 17,24% e batata 12,17%. A inflação de março foi a mais alta para o mês desde 2022, segundo levantamentos.
Desdobramentos no bolso e no mercado
A inflação em 12 meses passou de 3,81% para 4,14%, ainda dentro da meta de 4,5%. O avanço mensal reforça a pressão sobre o orçamento familiar e sobre negociações de preços.
Especialistas destacam que a incerteza sobre o conflito dificulta previsões. A economista Juliana Inhasz afirma que o risco está próximo do limite superior da meta.
Após cortes recentes na Selic, a tendência é de redução mais lenta. O economista Joelson Sampaio ressalta que o conflito trouxe uma mudança de trajetória para as políticas monetárias.
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