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Inflação sobe 0,88% em março, 1º mês após guerra no Irã

Inflação avança para 0,88% em março, maior para o mês desde 2022, impulsionada por Transportes e Alimentação, após o início do conflito no Oriente Médio

A alta de preços frustra as projeções de fevereiro dos agentes financeiros, que esperavam uma taxa anualizada abaixo de 4% a partir de março
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  • A inflação mensal foi de 0,88% em março, o primeiro mês após o início da guerra no Oriente Médio, e a mais alta para o mês desde 2022.
  • A inflação acumula 12 meses em 4,14%, frente a 3,81% em fevereiro.
  • Transportes (1,64%) e Alimentação e bebidas (1,56%) respondem por 76% do IPCA de março; combustíveis puxaram o grupo Transportes, com gasolina em alta de 4,59% e diesel subindo 13,90%.
  • Passagens aéreas subiram 6,08% em março, após alta de 11,40% em fevereiro.
  • O Banco Central informou que a probabilidade de a inflação ficar acima da meta de 3% é de 30%; a Selic ficou em 14,75% ao ano, com próximos passos condicionados à duração do conflito no Oriente Médio.

O IPC brasileira registrou alta de 0,88% em março, segundo o IBGE, o primeiro mês após o início da guerra no Oriente Médio. O resultado levou a inflação de 12 meses a 4,14%, pior que fevereiro.

A inflação mensal é puxada pelos grupos Transportes, com alta de 1,64%, e Alimentação e bebidas, em 1,56%. Juntos respondem por cerca de 76% do IPCA de março. Notas técnicas apontam impacto significativo de combustíveis.

Entre os itens, a gasolina subiu 4,59% e o diesel avançou 13,90% no mês, elevando o índice de transporte. Passagens aéreas também ficaram mais caras, com alta de 6,08%.

Política Monetária

O BC informou que a probabilidade de a inflação superar a meta de 3% é de 30%, com tolerância até 4,5%. O conflito no Oriente Médio aumenta incertezas e pode gerar efeito significativo e duradouro na atividade e na inflação.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de tempo para entender os impactos da guerra e avaliou movimentos mais seguros em cenário de incerteza. A instituição ressaltou que o país tem “gordura” por ter mantido juros elevados em 2025.

O Copom reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano. A ata aponta que próximos passos dependem da duração do conflito e de novos dados sobre a inflação e a atividade econômica.

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