- O IPCA subiu 0,88% em março, segundo o IBGE.
- O resultado ficou acima da projeção de 0,77% da mediana das estimativas de economistas da Bloomberg.
- Em doze meses, a inflação acumulada é de 4,14%.
- Alimentos e transportes foram os principais motores do avanço.
- O governo anunciou medidas como cortes de impostos e subsídios aos combustíveis para aliviar o impacto aos consumidores.
O IPCA de março ficou em 0,88%, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira. O indicador ficou acima do esperado pelas estimativas compiladas pela Bloomberg, que mostraram mediana de 0,77%.
No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,14%. O resultado de março foi puxado por alta nos grupos alimentos e transportes, conforme a autoridade estatística.
Essa pressão inflacionária ocorre em meio a custos mais altos de combustíveis, situação que aciona ações do governo para mitigar impactos antes das eleições. O cenário complica a estratégia de cortes de juros.
O Banco Central reduziu a Selic pela primeira vez desde 2024, após avanços na convergência da inflação à meta de 3%. Contudo, o movimento pode ser contido pelo petróleo caro.
O presidente Lula anunciou medidas para suavizar o efeito da alta de preços, incluindo cortes de impostos e subsídios a combustíveis, visando proteger os consumidores. O pacote ainda está sendo implementado.
Medidas do governo e juros
- Ações fiscais anunciadas buscam reduzir o custo de itens essenciais.
- A desvalorização do petróleo influencia o ritmo de queda da Selic.
- Economistas seguem monitorando os impactos no poder de compra e no cenário econômico.
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