- O presidente Javier Milei pediu paciência aos argentinos com a recuperação econômica, dizendo que este é o caminho certo, apesar das dificuldades recentes.
- Ele publicou a mensagem no X, criticando a mídia e rivais que, segundo ele, tentam desestabilizar os mercados antes das eleições de meio mandato.
- Dados oficiais mostraram queda da produção industrial em fevereiro (-8,7% em relação ao mesmo período de 2025) e recuo na construção civil, com efeitos negativos sobre empregos no setor privado.
- A inflação em fevereiro ficou em 2,9% e o ministro da Economia, Luis Caputo, alertou que o índice pode acelerar em março devido ao petróleo, impactado pela guerra no Irã.
- Apesar de crescimento em 2025, Milei disse que a economia desacelerou e que nem todos sentem melhoria; a pobreza caiu para 28% no segundo semestre do ano anterior, enquanto o desemprego subiu.
O presidente argentino Javier Milei pediu paciência aos brasileiros com a recuperação econômica, em meio a queda de popularidade e a piora das perspectivas para o setor produtivo. Em uma publicação extensa no X, Milei atacou a mídia e os adversários políticos por, segundo ele, exagerarem os problemas econômicos. Ele destacou que o caminho escolhido continua sendo o correto.
A postagem ocorreu após o instituto de estatísticas divulgar dados negativos para a indústria e a construção em fevereiro. A produção industrial recuou 8,7% ante o mesmo mês de 2025 e a construção civil registrou queda, ainda que menor. Os setores respondem pela maior parte da mão de obra do privado.
Milei reconheceu impactos da volatilidade observada antes das eleições de 2023 sobre juros, atividade econômica e inflação, mas afirmou que os ajustes seguem em curso. Dados oficiais mostram melhora parcial da pobreza, que atingiu o menor nível desde 2018 no segundo semestre.
Economia e perspectivas
Apesar de haver crescimento em 2025, o ritmo desacelerou e os salários não recuperaram o poder de compra anterior ao governo Milei, diante da inflação. O ministro da Economia, Luis Caputo, antecipou que a inflação pode acelerar novamente em março por causa de preços do petróleo impactados pela guerra no Irã.
O presidente reiterou que, embora nem todos concordem, a Argentina está em uma posição melhor hoje do que em 2023. Ele enfatizou que estatísticas representam médias e que há pessoas nos extremos da distribuição, sem confirmar uma conclusão final sobre o quadro nacional.
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