- Frutas antropomórficas criadas com IA viraram tendência em 2026, ganhando espaço em redes sociais e virando ferramenta de marketing para marcas e pequenos negócios.
- Gigantes como Carrefour e iFood adotaram o visual, com histórias envolvendo personagens como Moranguete e Abacatudo, que já ganharam conteúdos em plataformas e campanhas diversas.
- O fenômeno se expandiu para serviços e setores variados, incluindo farmácias, lojas de roupas e estética, que usam as “novelinhas” para atrair visibilidade e gerar orçamentos via mensagens diretas.
- Plataformas de infoprodutores já oferecem cursos sobre como criar personagens virais e monetizar conteúdos, com promessas de renda em dólar e operação anônima.
- Especialistas discutem aspectos legais e de uso da IA, indicando a necessidade de identidade própria, intervenção humana na criação e atenção aos termos de uso para evitar conflitos de propriedade intelectual.
O fenômeno das “novelinhas de frutas” criadas com IA ganhou destaque no varejo brasileiro em 2026, com personagens como Abacatudo e Moranguete. As tramas, que lembram melodramas de televisão, surgem no TikTok e Instagram e viram ferramenta de marketing para marcas de diversos setores.
Empresas como Carrefour e iFood adotaram a estética das frutas antropomorfizadas em campanhas digitais. Moranguete protagoniza uma sequência em que descobre um novo endereço cadastrado pelo parceiro no app, enquanto o SBT usou o abacate em vídeos de bastidores e o Burger King brincou com ingredientes artificiais em conteúdos satíricos.
Especialistas observam que o formato ganha força pela ingestão rápida de conteúdo. Pequenos negócios de serviços, como farmácias e lojas de roupas, passaram a adaptar a ideia, com lash designers e nail designers apresentando Moranguete em procedimentos ou em compras. O impulsionamento aparece principalmente como visibilidade e interesse de orçamentos.
O impacto financeiro direto ainda é incerto no curto prazo, mas relatos indicam aumento de seguidores, engajamento e solicitações de orçamento via mensagens diretas. Infoprodutores já comercializam cursos que ensinam a criar personagens e monetizar conteúdos, com valores de entrada variando.
Por que funciona?
Para a especialista Karin Müller, o formato entrega intrigas curtas que combinam com o consumo móvel e as plataformas de vídeo. Contudo, há risco de infantilizar a comunicação, o que pode prejudicar marcas com posicionamentos sérios. O equilíbrio entre humor e estratégia é apontado como essencial.
Para transformar engajamento em relacionamento de longo prazo, a presença da marca além do vídeo viral é indicada. Respondendo a comentários e mantendo estratégias de leads, a ideia é manter a credibilidade e ampliar a presença em canais como WhatsApp e lojas físicas.
Questões legais e uso seguro da IA
A autoria de conteúdos criados majoritariamente por IA depende de envolvimento humano significativo, segundo especialistas em propriedade intelectual. Conteúdos gerados sem curadoria nem edição podem não ter proteção de autoria, o que expõe criadores a riscos legais quando há monetização.
A recomendação é evitar copiar personagens famosos, manter identidade própria e editar conteúdos para que sejam reconhecíveis como criação da marca. Também é visto como prudente revisar termos de uso de ferramentas de IA para entender licenças e permissões comerciais.
Como produzir sua própria novelinha
Empreendedores interessados devem combinar geração de imagem, animação e edição. A prática envolve captura de cena real, criação de personagem com IA, animação, edição de som e personalização de falas com o nome da marca ou promoções. A proposta é transformar entretenimento em estratégia de divulgação.
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